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Capitão francês espera superar trauma de 2016

Redação DM

Publicado em 15 de julho de 2018 às 02:58 | Atualizado há 8 anos

Lloris pode ser o quarto goleiro da história da Copa do Mundo a le­vantar a taça de campeão. Capitão francês há seis anos, o atleta, ape­sar de discreto, é referência de lide­rança e experiência entre os jovens do time. Com uma equipe nova, na média de idade, a tranquilidade do arqueiro é passada para os jogado­res. Dono da faixa e do recorde de jo­gos com a França em Copas, Lloris falou com a imprensa antes da de­cisão contra a Croácia.

Vazado na competição apenas quatro vezes, em dois jogos dos seis que a França disputou, o goleiro dá crédito ao treinador Didier Des­champs. “Acho que é responsabili­dade do técnico, ele merece os cré­ditos desde o início. Seus planos de jogo foram se adaptando sem a ne­cessidade de mudar jogadores. Nós tentamos achar soluções juntos e o talento dos jogadores em campo se expressou naturalmente. Eles são abnegados e o futebol de hoje, em alto nível, exige isso”, disse.

Junto com o treinador e boa par­te do time titular, Lloris sofreu com a derrota para Portugal na final da Eurocopa de 2016. O trauma já foi pauta em diversas entrevistas com o elenco francês e, mais uma vez, voltou a ser comentado. “A maio­ria desses jogadores que estão aqui não estava presente na Euro, mas para os que estavam, claro, foi difí­cil digerir. Há dois anos, eu não sa­bia se teríamos outra oportunida­de, mas estamos na final da Copa do Mundo e uma série de coisas mudam. Principalmente na pre­paração antes do jogo”.

Sobre o oponente da final, o go­leiro fez questão de exaltar a equi­pe da Croácia. “Jogaremos contra um adversário de muita qualida­de, que demonstrou qualidades físicas e mentais incríveis. Eles mostraram valores ao longo do torneio, passaram três vezes se­guidas por prorrogações. Então há algo de muito especial nessa equi­pe. Além do talento individual, eles têm uma força coletiva incrível. Te­mos muito respeito por eles” afir­mou o goleiro, que também teve de responder, obviamente, sobre a derrota de 2016, analisou Lloris.

O capitão francês ainda falou so­bre uma possível disputa de pênal­tis com o time que superou duas decisões na marca do cal para che­gar à final. “Teremos de estar con­centrados nos 90 minutos, em 120 minutos, e se for para os pênaltis, sabemos que o Subasic já foi prota­gonista nesta Copa. Temos que es­tudar os oponentes, mas antes disso haverá uma luta”, concluiu.

 

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