Esportes

Pelo resgate da confiança da torcida

Redação DM

Publicado em 1 de julho de 2018 às 02:32 | Atualizado há 8 anos

O volante Wellington Reis foi uma das gratas surpresas entre as contratações do Vila Nova para o Campeonato Bra­sileiro Série B. Desde que chegou ao Onésio Brasileiro Alvarenga, o atleta assumiu um lugar no time titular e se tornou uma peça fundamental no esquema tático de Hemerson Ma­ria, formando uma dupla de volan­tes consistente ao lado de Geovane.

O jogador concedeu uma entre­vista exclusiva ao Diário da Manhã e falou sobre seu momento na car­reira e também sobre a recente rea­ção do Vila Nova no Brasileiro Série B. O time colorado vivia um momen­to conturbado, visto que ficou sete jogos seguidos sem vencer. Entre­tanto, conseguiu se levantar ao ven­cer duas partidas seguidas. Agora, o Tigre voltou a encostar nos líderes e alimentar a esperança de acesso.

10  Partidas como titular tem Wellington Reis no Campeonato Brasileiro Série B. Foram 833 minutos com a camisa colorada

 

 

ENTREVISTA–WELLINGTON REIS

DM: Foram sete jogos seguidos sem vitória e finalmente dois triunfos consecutivos. Qual foi o resultado desse momento de turbulência para o grupo do Vila Nova? Você acredita que o time ficou ainda mais unido depois desse período?

W.R: Sem dúvida nós nos for­talecemos e nos unimos ainda mais no momento sem vitória. Momentos difíceis servem para unir e nos ensinar. Aprendemos muito e esperamos não passar mais por momentos como o que passamos. Saímos fortalecidos e ainda mais confiantes para a sequência da temporada. Nos­so grupo tem qualidade e, com a união que nós temos, vamos brigar muito pra colocar o Vila no lugar que merece.

DM:O Wellington Reis já atingiu o futebol que ele queria mostrar? Está satisfeito com o desempenho que vem mostrando? E em que ainda pode melhorar?

W.R: Desde que cheguei ao Vila fui muito bem recebido e isso facilitou muito a minha adap­tação. Logo nos primeiros jogos consegui boas atuações e atin­gi um bom nível. Tanto no as­pecto individual como no cole­tivo. Infelizmente tive uma lesão muscular que atrapalhou mi­nha sequência e evolução. Estou feliz com o que tenho apresen­tado, mas jamais satisfeito. Te­nho certeza que com tudo aqui­lo que o Vila me oferece, posso evoluir muito mais.

DM: O time estava em uma sequência muito intensa de jogos. Chegou a fazer duas partidas em quatro dias na semana passada. Qual é a importância de ter esse tempo maior para se preparar para o jogo contra o Londrina, que só ocorre na próxima quinta-feira ?

W.R: Bom pra ajustarmos nos­sos erros e, principalmente, para nos prepararmos melhor fisica­mente para a sequência da tem­porada. Foi uma maratona mui­to forte e que não tivemos tempo de treinar e ajustar nossos erros. Esse tempo servirá pra o Hemer­son Maria ajustar a equipe tati­camente e pra todo o grupo evo­luir fisicamente.

DM: Nos últimos jogos que o Vila fez em casa, em meio ao período de turbulência, o clima nas arquibancadas não era dos melhores. Você acredita que o Vila já reconquistou a confiança da torcida?

W.R: A confiança do torcedor voltará com a sequência de vi­tórias. Já conseguimos duas se­guidas. Agora é buscar um me­lhor posicionamento na tabela e dar ao torcedor o que ele quer: vitórias e boas atuações. Respei­tamos muito o nosso torcedor e ele tinha total razão nas críticas, mas temos um grupo experien­te e que soube sair ainda mais fortalecido do momento turbu­lento. A torcida estará conosco. Não tenho dúvidas.

DM: Como tem sido trabalhar com o Hemerson Maria e a adaptação à filosofia de futebol que ele tem?

W.R: Tem sido sensacional. Um cara que entende muito de futebol e sabe lidar e tratar os jogadores no dia a dia. Mesmo no momento mais difícil até ago­ra que passamos na temporada, nosso time estava muito bem or­ganizado e postado dentro de campo. Sou fã do trabalho do Hemerson Maria e muito grato pelas oportunidades que vem me dando. O trabalho dele é um dos fatores que fazem ter plena confiança de que vamos atingir nossos objetivos na temporada.

DM: E como tem sido treinar e jogar ao lado de Geovane e Moacir, atletas um pouco mais experientes. Qual tem sido o aprendizado?

W.R: São dois jogadores de qua­lidade e que nos encaixamos mui­to bem dentro de campo. É muito fácil jogar ao lado de jogadores in­teligentes como são o Geovane e o Moacir. São dois atletas que pas­sam muita confiança aos mais jo­vens no dia a dia e que tem um senso de liderança muito gran­de. Um prazer e um privilé­gio ter os dois ao meu lado.

 

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