HUGO tem aumento no consumo de EPI
Redação DM
Publicado em 30 de abril de 2020 às 16:01 | Atualizado há 6 anos
Por Hélmiton Prateado
O Hospital de Urgências de Goiânia aumentou em até 50% o consumo de alguns itens de equipamentos de proteção individual (EPI) e de insumos de limpeza após o início dos casos de Covid-19 em Goiás. De acordo com a direção do HUGO artigos como álcool gel 70% e máscaras cirúrgicas tiveram os maiores registros de aumento no consumo.
Wermerson Rodrigues, diretor administrativo-financeiro do HUGO diz que a normativa da direção é garantir o maior grau de segurança para os colaboradores diante de um problema de contaminação tão agressivo. “Redobramos os cuidados com nossos colaboradores em todos os níveis e ainda mais com os profissionais que estão na assistência direta aos pacientes. Profissionais diretamente envolvidos, como médicos, enfermeiros, técnicos, fisioterapeutas e outros de apoio como da conservação e limpeza são obrigados a usar equipamentos integrais para evitar qualquer tipo de contágio”, explica.
No mês de janeiro desse ano, quando a pandemia ainda não havia chegado a Goiás a compra de álcool gel 70% em frascos de 500 ml somente para a parte administrativa foi de 1.364 e em abril, já com a pandemia em estágio de contaminação comunitária o setor de compras requisitou dos fornecedores 2.547, quase o dobro.
Equipamentos de uso individual para evitar qualquer contágio, como capotes descartáveis subiu de 12.513 para 16.573, com o detalhe que o número de atendimentos no Pronto Socorro teve uma redução de 40% com as medidas de isolamento social decretadas pelo governo.
A vedete dos EPIs, a máscara N95, que é a mais eficiente na proteção contra gotículas e aerossóis, teve um aumento ainda maior. Em janeiro foram compradas 512 e abril foram adquiridas 2.160 e a previsão é que aumente mais nos próximos meses. Essa máscara tem um processo de filtragem mais requintado e garante proteção nos dois sentidos, ou seja, retém partículas de quem a usa e impede que respire do ambiente também.
A direção do HUGO determinou que todos os profissionais dentro do hospital usem essa máscara N95. Memorando assinado pela diretora-geral, Dulce Xavier determina que o serviço de medicina e segurança do trabalho disponibilize uma máscara para cada colaborador que atesta o recebimento. A unidade tem garantia de segurança de até 15 dias e evita que os usuários precisem retirá-la entre um e outro atendimento.
O enfermeiro Uriel Resplandes comenta que essa máscara é a garantia de segurança que os profissionais da saúde têm de menor risco de contágio. “Ela pode até ser mais incômoda de usar, mas sua segurança compensa qualquer coisa e sabemos o quanto precisamos garantir o menor risco para nós e para a comunidade”, frisa.
A ordem da diretoria é expressa no sentido de que “não será permitida a circulação de profissionais da área assistencial no hospital sem a máscara N95” e as máscaras de tecido, que muitos colaboradores usam na rua, são terminantemente proibidas. “Precisamos ser absolutamente rigorosos no uso de equipamentos de proteção individual para garantir a segurança de nossos profissionais. Eles retornam para suas casas e para a comunidade e não podem ser agentes de disseminação de qualquer moléstia”, finaliza.