Brasil

Pandemia agrava situação de agressão contra menor

Redação DM

Publicado em 8 de junho de 2020 às 15:42 | Atualizado há 6 anos


Abandono de crianças e adolescentes também aumenta.

Segundo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), 47 mil crianças e adolescentes vivem hoje em abrigos em todo o Brasil. “A recomendação é diminuir o número de crianças em casas de acolhimento, porém houve um aumento de casos devido às condições do isolamento social”, afirma Eduardo Tomasevicius Filho, professor da faculdade de direito da USP.

“Temos dois problemas: primeiro é no ambiente familiar, com o aumento da violência; outro é nas entidades de acolhimento, que não possuem infraestrutura.”.

Segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), toda criança tem direito à vida, saúde, liberdade, educação, cultura e dignidade. “O primeiro passo é tentar administrar a situação para evitar que a criança seja direcionada ao abrigo. Mas medidas como programas de apadrinhamento, processos de adoções mais ágeis e retorno ao lar, em situações onde é possível, estão e deverão ser tomadas”, diz o professor.



Atendimento na pandemia

Foi criado um grupo de WhatsApp pela prefeitura de São Paulo, via Coordenação de Políticas para Criança e Adolescente (CPCA), e o UNICEF. para munir os conselheiros tutelares de informações sobre ações das duas instituições, diretrizes, orientações e telefones úteis durante o período de pandemia da Covid-19. Conteúdos informativos são enviados diariamente aos integrantes dos 52 Conselhos Tutelares de São Paulo.

Com informações do Uol.



Com a quarentena decretada devido a pandemia de Covid-19 no Brasil, milhares de crianças já enfrentam ameaças, privações e violações de direitos, incluindo maus-tratos, violência de gênero, exploração, exclusão social e separação de cuidadores.

Houve crescimento, agora, durante a pandemia, e o aumento de denúncias é uma das preocupações das autoridades do governo, já que as crianças estão longe da escola e parte das agressões acontece no ambiente intrafamiliar.

Os dados da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos (ONDH) apontam que, dos mais de 159 mil registros feitos pelo Disque 100 em 2019, cerca de 55% — ou 86,8 mil — tratavam de violações contra crianças ou adolescentes. Isso representa um aumento de 14% em relação a 2018. Negligência (39%) e violências psicológica (23%), física (17%), patrimonial (8%), sexual (6%) e institucional (5%) somam, juntas, quase 100% do total das violações.

O governo recebeu 19.663 denúncias de violência sexual contra menores. Isso representa um aumento de 47% em relação ao mesmo período no ano passado (13.404). O número é ainda menor do que o registrado no mês anterior, quando o aumento foi de 85% em relação a 2019 (11.232 registros em março de 2019 e 20.771 em março de 2020) — o governo acredita que isso não quer dizer que houve menos crimes, e sim que houve menos registro deles, segundo o Victor Graça, gerente executivo da Fundação Abrinq.



Abandono de crianças e adolescentes também aumenta.

Segundo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), 47 mil crianças e adolescentes vivem hoje em abrigos em todo o Brasil. “A recomendação é diminuir o número de crianças em casas de acolhimento, porém houve um aumento de casos devido às condições do isolamento social”, afirma Eduardo Tomasevicius Filho, professor da faculdade de direito da USP.

“Temos dois problemas: primeiro é no ambiente familiar, com o aumento da violência; outro é nas entidades de acolhimento, que não possuem infraestrutura.”.

Segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), toda criança tem direito à vida, saúde, liberdade, educação, cultura e dignidade. “O primeiro passo é tentar administrar a situação para evitar que a criança seja direcionada ao abrigo. Mas medidas como programas de apadrinhamento, processos de adoções mais ágeis e retorno ao lar, em situações onde é possível, estão e deverão ser tomadas”, diz o professor.



Atendimento na pandemia

Foi criado um grupo de WhatsApp pela prefeitura de São Paulo, via Coordenação de Políticas para Criança e Adolescente (CPCA), e o UNICEF. para munir os conselheiros tutelares de informações sobre ações das duas instituições, diretrizes, orientações e telefones úteis durante o período de pandemia da Covid-19. Conteúdos informativos são enviados diariamente aos integrantes dos 52 Conselhos Tutelares de São Paulo.

Com informações do Uol.


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