Brasil

Codego rompe contrato para shopping feito na gestão anterior

Redação DM

Publicado em 3 de junho de 2020 às 11:01 | Atualizado há 6 anos

A Companhia de Desenvolvimento Econômico de Goiás (Codego) rompeu
contrato firmado na gestão passada com empresa que seria supostamente ligada a
um filho do empresário Carlos Cachoeira, condenado pela Justiça Federal.  

A ação ocorre após celeuma que envolve suspeição da lisura do
acordo firmado em 2017 entre empresa interessada em área da Codego, a ETS, e a
Secretaria de Segurança Pública, que abriu mão de área no Distrito Agroindustrial
de Anápolis (Daia) por outra.

Conforme a Codego, em 2017, a companhia firmou contrato com a
empresa ETS para permuta de área que atenderia a Polícia Civil. Pelo estipulado,
a Codego cederia o terreno em que estava a 3ª Delegacia Regional da Polícia
Civil, localizada no Distrito Agroindustrial de Anápolis (Daia), para ser
construído um shopping de pequeno porte.

Em contrapartida, a empresa privada teria que fazer do zero a
nova sede da 3ª DRP às margens da BR 060/153. Em 2018, portanto na gestão de
Marconi Perillo/Zé Eliton,  o prédio foi
concluído para beneficiar a Polícia Civil, que não tinha sede considerada digna.

A mudança da Polícia Civil para o local ocorreu apenas em
2020, pois mesmo com a nova sede pronta ainda faltavam pequenos reparos para o
prédio tornar-se funcional.

PEDIDO DE DELEGADO

O delegado regional, Pedro Caires, requereu que a Codego cumprisse
o contrato firmado na gestão anterior. A Codego informa que nos 13 meses em que
ficou fechado, o prédio foi vítima de vandalismo e furto.

Somente depois do delegado e o representante da ETS, Israel
Freitas, procurarem a companhia é que foram  realizados os acabamentos e então inaugurado o
prédio em fevereiro de 2020.

No atual mandato, esta teria sido a única tratativa realizada:
a Codego repassou o terreno, cobrando o preço subsidiado ainda vigente no
início deste ano.

A entidade alerta que não existe ilegalidade e que o que
poderia ser visto como conquista para a Polícia Civil, por meio do trabalho dos
delegados regionais anteriores e do atual, foi motivo de críticas injustas em
vídeo divulgado pelo deputado Humberto Teófilo, que é também delegado.

 A companhia alerta que
o conteúdo do vídeo tem nítido caráter de fake news e desinformação, principalmente
a informação de que em 2018 entrou na sociedade da ETS o filho de Carlos
Cachoeira.

O novo sócio nunca esteve na Codego, na atual gestão, para
tratar com diretores sobre o contrato. As tratativas ocorriam com Israel
Freitas, que informava a ETS como integrante do grupo mineiro Marítimo, e com o
delegado Pedro Caires.  

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