Posicionamento pelo impeachment abre votação na Câmara
Redação DM
Publicado em 17 de abril de 2016 às 18:00 | Atualizado há 10 anosCarolina Gonçalves e Karine Melo – Repórteres da Agência Brasil
Com 505 deputados presentes em plenário, a Câmara dos Deputados abriu a votação do pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff. O primeiro deputado a votar seria Abel Mesquita Jr (DEM-RR), conhecido como Abel Galinha, que já tinha se declarado favorável ao processo confirmou sua posição, dando o segundo voto a favor do andamento do processo. Como Washington Reis (PMDB-RJ) estava doente, ele teve prioridade e deu o primeiro também votou a favor.
O quórum está favorável pelo impeachment até o momento.
O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), explicou que fará a segunda chamada imediatamente depois da primeira. Se o parlamentar não estiver presente não poderá mais se manifestar. Conforme determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), em sessão na última sexta-feira (15), a votação seguirá conforme o regimento interno da Câmara com chamada alternada de deputados da Região Norte para a Sul .
Em cada estado, ela será nominal por ordem alfabética. O último a votar será o deputado Ronaldo Lessa (PDT-AL). O PDT fechou questão no apoio a presidenta Dilma e já anunciou que irá expulsar da sigla os infiéis.
Durante quase três horas, lideranças se revezaram para orientar suas bancadas para a votação. Os partidos tiveram entre 10 e três minutos para manifestar o posicionamento unânime ou não das bancadas. As discussões em torno do parecer do deputado Jovair Arantes (PTB-GO) começaram na última sexta-feira (15).
Bancadas
A primeira bancada a votar o pedido de impeachment da presidenta Dilma foi a de Roraima, que deu oito votos favoráveis e um contra o processo. Agora, votam os deputados do Rio Grande do Sul, seguido por Santa Catarina. O placar, incluindo o Rio Grande do Sul e Roraima, é de 32 votos a favor, 9 contra e uma abstenção, do deputado Pompeo de Matos (PDT).
Apesar da ordem determinada, o primeiro deputado a votar foi Washington Reis (PMDB-RJ), que estava doente, e teve prioridade na votação, dando o primeiro aval à continuidade do processo. Entre os votos contrários, estavam o do vice-líder do PT, Henrique Fontana, que afirmou votar contra “o golpe de Cunha”. Do outro lado, José Fogaça (PMDB) foi um dos votos favoráveis. “Para que o Brasil tenha responsabilidade e sabedoria coletiva para enfrentar os momentos que virão”, declarou.