Brasil

Dos políticos, suas políticas e umas dicas

Redação DM

Publicado em 27 de novembro de 2015 às 22:06 | Atualizado há 11 anos

Às vezes, não todas, só algumas vezes, gostaria de desvendar o mistério de politicalhos se digladiarem – antigamente era usada uma expressão: “Com foice no escuro” – para ocuparem cargos no Executivo, principalmente à cadeira de prefeito.

Seria altruísmo por parte destes?

Aqui em Goiânia existem uns eternos candidatos que não se cansam de colocar seus “sem nódoas” nomes à disposição, mesmo sabendo que o que pesa mesmo na balança é o curriculum vitae.  Quanto mais sujo, mais chance de atingir os ápices.  Inclusive o municipal, o primeiro deles. Mesmo o povo tendo se articulado e terem conseguido uma tal de Lei de Ficha Limpa (ou seria Ficha Suja?) E o mistério é que os ladrões continuam se reelegendo.

Estamos assistindo um grande espetáculo aqui nesta capital. Um delegado que foi eleito deputado federal, diga-se, para um mandato de quatro anos, quer por que quer, interromper este longuíssimo período e se candidatar à cadeira nº 1, mesmo que precise trocar de partido.  Outro almejante, é um bispo, de uma família de bispos donos de milhares de igrejas, que teve uma carreira meteórica de vereador por dois anos, deputado estadual por mais dois anos, agora deputado federal, graças aos sufrágios das ovelhas arrebanhadas. Nestes dois casos aí, os pretendentes deveriam repensar suas metas. Se candidatarem à presidência da Câmara dos Deputados e depois à presidência da República e fazerem o bem para o Brasil e não só para Goiânia. Agora, ressurgiu mais um nome que passou por aqui nos anos 90. E vem com um discurso moderníssimo. Ouvi na pílula dele: “Proposta concreta.” Termo usado lá, há bastante tempo quando os politicalhos resolveram substituir as promessas (nunca cumpridas) por propostas. Daí evoluíram para “proposta concreta”.

Ele, que foi um secretarinho mediano e aparecia de vez em quando, com ideias estapafurdias como a de construir no estado de Goiás uma base de lançamentos de foguetes. Que dr. Iris Rezende adorava um foguete todos sabem. Mas, foguete para lançar satélite, só na cabeça de dois neurônios do secretário.

Ainda mais em Goiás, um estado milhardário, cujo PIB supera São Paulo e Minas.  É mole?

Voltando ao bispinho, quando vereador, se insurgiu contra o prefeito da época, que tinha colocado umas esculturas de orixás de um artista plástico baiano, no lago em frente a um shopping desta capital. Fez um escarcéu. Passeata, greve de fome etc.

Prefeitos, em vez de se preocuparem com o “arroz com feijão” ficam inventando “Foie gras”. Assim fica difícil. Querem só um exemplo? O atual “enquanto” prefeito desta capital, dr. Paulo Garcia nunca deveria ter abandonado sua profissão – médico – para entrar em política.  Provou que não sabe administrar e agravou a situação do País fazendo com que a presidenta, do seu partido, o PT tivesse que importar profissionais de Cuba.

E copiando seu “cumpanhêru” prefeito de São Paulo, resolveu fazer por aqui não sei quantos milhares abrindo parêntesis com o PT os números são fantásticos.

Está sendo veiculada propaganda na TV que o programa Mais Médicos é para atender os 147 milhões de brasileiros que eram desassistidos. Só não estão informando para os desinformados que com a chegada dos médicos cubanos o atendimento é de um médico para 12.250 pessoas.  Quem tiver dúvidas, é só fazer as continhas. Afinal, Pátria Educadora é para isso. Para as pessoas saberem fazer continhas! fechando parêntesis, de quilômetros de ciclovia.

E, para todo lado tem ciclovias. Menos na Praça Sabiá que sugeri há alguns anos atrás para o outro candidato a candidato dr. Virmondinho, quando era ainda vereador.

Uma ciclovia transversal na praça para os ciclistas e motociclistas não colocarem em risco a vida dos transeuntes do local.

Dia 31 de outubro agora, dirigindo-me ao centro da cidade, observei no trajeto – do Terminal Isidória até a Praça Pedro Ludovico, que não chega a 4 quilômetros, uma faixa especial para ciclista com 70 pinturas no asfalto, com o indicativo.

Uma semana depois, no dia 07 de novembro, as pinturas, quase na sua totalidade, sumiram.  Daí, me veio o pensamento: “Será que inventaram um sistema semelhante ao tapa-buraco” no asfalto? Uma dica ao Ministério Público para verificação de quanto se está gastando com tintas, pois daqui a pouco teremos uma máfia das tintas! O outro pequeno detalhe: ao longo do trecho foram instalados postinhos identificando a rota dos ciclistas.  Fiquei imaginando se o prefeito se esforçou desta maneira para atender o governador Marconi. Pelo que ouvi dizer, ele – o governador – não usa bicicleta para ir trabalhar, e sim, helicóptero. E outra dica ao Ministério Público: em São Paulo descobriram que o prefeito estava pagando por uma plaquinha, o valor de cem plaquinhas. Mais outro detalhe, na capital nacional de casos de dengue, será que o prefeito está sabendo que os postinhos foram colocados sem as tampinhas, e poderão acumular água de chuvas e com isso aumentar os criadouros dos mosquitos? Se não sabia é mais uma prova de inabilidade de administrar.  No centro da capital vi diversos – os recentes da rota de pedestres, sem as vedações.

E para finalizar, uma dica para o prefeito tomar providências. No pé da árvore na esquina da 90 com 82 – Centro, entre a Drogacívica  e o Edifício de não sei quantos andares na 82, está morando em um buraco, uma ratazana de uns 30 centímetros, gordona, sem ser incomodada pelo órgão responsável pela saúde pública dos munícipes.

Antes que Goiânia ganhe mais um ranking – o da doença transmitida pela urina do rato – leptospirose – seria de bom alvitre as providências a respeito.

 

(Arthur de Lucca, bancário aposentado)


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