Lulinha comprou e revendeu o Cristo Redentor
Redação DM
Publicado em 28 de outubro de 2015 às 22:24 | Atualizado há 11 anosAs tricas e futricas que envolvem a prole de Luiz Inácio Lula da Silva representam um caso à parte na babel de loucuras que se transformou a politiquice brasileira. De longe o que mais rende fofocas, intrigas e análises em todos os botecos é o filho preferido conhecido como Lulinha. Nas redes sociais ele ora é apresentado como sócio majoritário da Friboi, ora como proprietário de terras cujas áreas superam o território da França.
A primeira afirmação já rendeu até um contrato entre a JBS e a empresa 4buzz na tentativa de eliminar a mentira propalada nas redes. Nada adiantou. Ainda existem muitos brasileiros que acreditam na fantasiosa informação, fruto da ignorância dos que acreditam em besteirol não confirmado. A outra assertiva carece de fundamento até considerando que posse de terras é algo fácil de ser constatado por qualquer jornalista investigativo.
É fato que existem informações nebulosas envolvendo o filho do ex-presidente. O início de sua carreira no clube dos milhões é um assunto que rende panos para manga. Notícias de suas andanças pelo País, de reuniões com poderosos, de envolvimento em transações com invejosa margem de lucro, é uma constante que incomoda.
Fica sempre uma boa pergunta que merece ser respondida. Afinal de contas o que é mentira e o que se configura como verdade em torno das atividades do filho do rapaz? Por que o próprio Lula, através do Instituto que o representa, não dá um basta no zum-zum que grita em todos os rincões?
Afinal que diabos mordeu Lulinha para se encontrar com o diretor-executivo da Itaipu Binacional, Jorge Samek, gerando especulações sobre uma transação que teria rendido os tubos e até um relatório da Polícia Federal, segundo consta, preocupada com fortes indícios de enriquecimento criminoso?
Por que os filhos do ex-presidente abriram seis empresas, cinco delas sem funcionários e com sede difusa, sendo que apenas uma delas, Gamecorp, possui estrutura com mínimo de profissionais, mesmo assim mantendo um faturamento invejável, apenas em 2009, de 11,8 milhões de reais. Dá o que pensar. Devem existir explicações convincentes. Mas elas não foram iluminadas aos duvidosos.
Por essas e outras, muitas que até fica difícil mencionar, é que se acredita que Lulinha é uma das maiores fortunas da América latina. Vale lembrar que o juristas Hélio Bicudo, fundador do PT e que foi amigo intimo de Lula, declarou em um programa de televisão, exibido para milhões de brasileiros, que Lula e seus filhos se transformaram em milionários.
Ora, sabe-se que é muito difícil entrar para o seleto clube dos abastados de jatinho. Com exceção de fórmulas que fogem ao padrão (ganhar na loteria, casar com um cônjuge rico, herdar uma fortuna ou encontrar uma mina de ouro) é muito difícil enriquecer. Trabalhar duro é uma tarefa para décadas de sacrifício.
Nesse contexto, até para responder ou calar a boca de adversários e fofoqueiros, seria útil que o ex-presidente abrisse o jogo. Que tal convocar uma coletiva e ser transparente sobre a fortuna, ou ausência dela, no clã familiar, justificando e respondendo aos críticos de plantão? Seria dar milho aos porcos? Não acho.
Luiz Inácio Lula da Silva não é e nunca foi um homem comum. Pairou acima do cidadão ordinário. É um mito, um Deus da política. Para muitos um iluminado. Daí que sua vida já é um livro que todos abrem ao próprio gosto. Jamais terá privacidade. Que pelo menos possa impedir a perpetuação de lorotas improdutivas. A verdade, exposta nua e crua, deve lhe interessar. Ou não?
Rosenwal Ferreira, jornalista