Brasil

A Goiânia daqui para frente

Redação DM

Publicado em 23 de outubro de 2015 às 21:54 | Atualizado há 11 anos

Goiânia celebra 82 anos com muito que comemorar. Mas também tem uma agenda de problemas pela frente que devemos discutir e procurar soluções. Como motivos de celebração, o mais importante é que a nossa cidade conseguiu crescer, apesar das evidentes limitações urbanas de seu traçado original. Acreditem: Goiânia foi projetada para ter 50 mil habitantes. E hoje convive com 1,3 milhão de pessoas. É, portanto, uma cidade acolhedora, que revela uma imensa capacidade de abrigar culturas, etnias e realidades completamente diferentes.
A cidade que serviu de exemplo para a construção de Brasília é hoje uma das mais verdes do país e aos poucos tem melhorado seus índices que medem a desigualdade social, conforme observamos pelo IDH e Coeficiente de Gini – parâmetros que as Nações Unidas (ONU) consideram importantes para avaliar a qualidade de vida.
Essa Goiânia que deu certo tem inúmeras faculdades, empreendimentos, igrejas e entidades que a tornam única. Da mesma forma temos valores singulares: a culinária, o patrimônio arquitetônico, os parques e suas histórias e a maior riqueza de todas – o povo goianiense, que foi convidado por Pedro Ludovico para aqui morar e desenvolver em conjunto um espaço agradável, de clima ameno e aprazível.
Mesmo com tantas conquistas é hora de pensar: a capital precisa oferecer mais qualidade de vida aos que nela residem e que também a visitam. E fazer isso depende dos seus gestores. A questão da mobilidade urbana e do trânsito tornou-se urgente. Ou realizamos interferências agora ou corre-se o risco da cidade se tornar inviável em um futuro próximo. O estrangulamento de suas principais vias tende a acirrar a luta por espaço na cidade, tornando-a menos democrática. Tudo isso é problema da administração pública.
Outro tema que diz respeito ao nosso município é a redução dos índices de violência. Sabemos dos esforços de nossas polícias e do aparato de segurança pública. Mas a questão vai além do quantitativo de homens e passa por uma série de problemas. Em resumo: não existe solução sem um pacote de atos, tanto na esfera municipal quanto estadual e federal. E uma das mais importantes ações seria uma investigação profunda dos males provocados pelas drogas em nosso município – uma epidemia sem precedentes na história da capital. A Goiânia de 82 anos é mais violenta, em parte, por conta das facilidades do tráfico.
Na Câmara Federal temos realizado ajustes necessários na lei penal para coibir a ação dos criminosos. Mas sabemos que mudar a lei apenas não basta. Por isso direcionamentos emendas parlamentares com recursos públicos que possibilitam o investimento no material humano de nossas polícias. Acredito que a capacitação constante da Polícia Civil e Militar pode surtir efeitos em curto prazo. Uma de nossas emendas, mais de R$ 3 milhões, foi destinada à construção do Centro Integrado de Inteligência, Comando e Controle (CICC), considerado o mais moderno do país.
Na saúde, realizamos outras ações que podem contribuir para reduzir demandas e melhorar o atendimento, caso da emenda de R$ 1 milhão para o Centro de Reprodução Assistida do Hospital das Clínicas (HC). Neste segmento, encaminhamos também R$ 1 milhão para o Centro de Genética, que poderá realizar diagnósticos e tratamento de doenças raras e degenerativas de pessoas sem condições financeiras de procurar a iniciativa privada. Por fim, também em saúde, conseguimos recursos para investir no Hospital Traumato Ortopédico, com intenção de melhorar o atendimento dos moradores da Capital.
Obra inacabada, devido o continuo processo vital de seus habitantes, uma cidade sempre pode ser melhorada. É como dizer que a cidade tem vida. Não chego a tanto: mas acredito que ela tem ‘vidas’. E deve zelar por elas através de seus gestores públicos.
Sou otimista: podemos celebrar novos aniversários nos próximos anos e décadas com as superações destes problemas aqui relatados. Queremos que Goiânia e sua região metropolitana cresçam ainda mais. Mas com respeito à dignidade de todos seus moradores. E que seja democrática e acessível a todos que a amam, sem qualquer distinção. É o que desejamos daqui para frente.

“Queremos que Goiânia e sua região metropolitana cresçam ainda mais. Mas com respeito à dignidade de todos seus moradores. E que seja democrática e acessível a todos que a amam, sem qualquer distinção. É o que desejamos daqui para frente.”

(João Campos, deputado federal, via e-mail)

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