Driblando a morte
Redação DM
Publicado em 23 de outubro de 2015 às 21:33 | Atualizado há 1 anoÉ noite, e um homem está em casa sozinho, quando de repente a campainha toca. No olho mágico, ele não consegue identificar quem é, mas, mesmo assim, abre-lhe a porta. A visita em questão é uma crosdresser, que logo mais se apresenta como, ninguém menos, que: a morte. É assim o começo do surpreendente curta-metragem goiano Morte Na Madrugada, este filme será lançado nesta segunda-feira (26), às 19:30, no Cine Cultura.
Esta produção goiana, que é dirigida por Rochane Torres, de forma bem humorada e leve, trabalha com o conceito do Teatro do Absurdo -consagrado pelo dramaturgo Samuel Beckett. Dessa forma, personagens e situações cotidianas dos grandes centros urbanos se tornam absolutamente surreais ao longo da trama. “Busquei a linguagem do absurdo para também falarmos de uma crise social. Os personagens realizam um dialogo extasiado e circular. Nada se resolve, diante de uma fatalidade imposta”, conta a diretora do curta.
A morte crossdresser do filme é Miranda (Toni Azzevedo). Já a vítima, Emilioti (Jonatas Tavares). Com o encontro fatídico entre estes dois personagens, o que poderia ser mórbido ganha um toque de humor, ganhando ainda ares de uma tragicomédia.
E, grande parte deste tom ácido e bem humorado do filme se deve, principalmente porque Emilioti – a vítima em questão -, não pretende conhecer o outro lado da moeda tão facilmente. Assim, tenta de diversas maneiras distrair e ludibriar a morte. Mas, será possível a morte?
Inspirações
No elenco estão ainda os atores: Allan Jacinto, Renata Torres, Humberto Garcia, Bárbara Felix, Roberta Borges, Italo Lopes e Leandro Rodrigues. Já os atores Ivan Lima e Martins Munis fazem uma participação especial.
Para criar os personagens do curta metragem, a diretora do filme, Rochane Torres, conta ter se inspirado em dois clássicos nomes do cinema mundial. Pois, a produção traz uma citações do filme: Sétimo Selo, de Ingmar Bergman e do texto A Morte Bate À Porta, de Woddy Allen.
“Na verdade, Woddy Allen faz uma apropriação de Bergman, para um outro momento da sociedade, a modernidade dos grandes centros. Eu tentei trazer a trama para nossa sociedade pós-contemporânea, onde o discurso é o multiculturalismo, o transcultural, as diferenças, e os gêneros. A minha morte é um crossdresser, corruptível, incapaz de questionar a fatalidade que representa, que é a morte”, argumenta Rochane.
Quem fez:
Direção e Roteiro: Rochane Torres
Produção: Juliana de Castro
Direção de Fotografia: Paulo Rezende
Edição e Desenho de Som: Paulo Gonçalves
Direção de Arte: Ursula Ramos, Marcos Zapp
Trilha Sonora e Design Gráfico: Paulo Gonçalves
Platô: Denir Calassara
Assistente de Fotografia:Hugo Rezende
Maquinista e Eletricista Chefe: Eduardo Amorim
Claquete: Laira Machado
Sill: Patrícia Neves
Figurino: Marcos Zapp
Cabelo e Maquiagem: Josias Allen Lima.
Serviço
Lançamento do filme Morte Na Madrugada
Quando:Segunda-feira, às 19h30
Onde:Cine Cultura (Praça Cívica Centro)
Informações: (62)3201-4670

Filme estreia segunda-feira (26), no Cine Cultura