Cotidiano

Combate ao crime

Redação DM

Publicado em 21 de outubro de 2015 às 22:46 | Atualizado há 11 anos

 

A facilidade de acesso e a grande circulação de armas de fogo coloca o Brasil em posição que se tornou marca da violência homicida. Em todo o país, mais de 70% dos homicídios são cometidos por armas de fogo. Em Goiânia operação realizada em parceria com a Polícia Militar e Civil apresentam resultados positivos na retirada de circulação de armas com mais potencial.

De acordo com o Comandante do Policiamento da Capital, Coronel Divino Alves de março a outubro deste ano foram apreendidas 938 armas. Com base em Estudo da Revista Laboratório de Estudos da Violência e Segurança (LEVS) da Universidade Estadual Paulista (UNESP) para cada lote de cem armas apreendidas, estima-se que 23 vidas possam vir a ser poupadas.

Pegando como base a estimativa do estudo as autoridades policiais avaliam que das 938 armas apreendidas na capital equivale ao impedimento de cerca de 230 homicídios que poderiam ter ocorrido caso as armas tivessem sido mantidas em circulação em Goiânia. “Não é preciso um banco de dados para perceber que a presença de uma arma acirra os ânimos em discussões mais acaloradas e produz “heróis” e “bandidos” de última hora!” constata o comandante.

O comandante destaca que as armas apreendidas pela polícia é um forte indicativo da importância da retirada de circulação de armas com mais potencial para serem utilizadas, as quais, ele observa, são muito mais letais que as armas entregues voluntariamente. “As armas entregues em campanhas ou apreendidas pela polícia, são armas que saíram de circulação e, mesmo obsoletas e sem potencial letal, deixarão de ser usadas para ameaçar vítimas”, diz.

Em sua opinião, os resultados da ação demonstram a importância do desarmamento na prevenção de mortes por meio do homicídio. “A Polícia Militar juntamente com a Polícia Civil esta atuando de forma integrada e focada na apreensão de armas de fogo e no combate ao pequeno e médio tráfico de drogas aqui na Capital. Desta forma estamos conseguindo o resultado esperado, que é a diminuição dos índices de homicídios dolosos contra a vida”, afirma Divino Alves.

Ele acrescenta que o serviço de inteligência tem do Comando do Policiamento da Capital (CPC/2) tem uma importância muito grande neste contexto. Somente no mês de setembro o CPC/2 apreendeu 35 armas e em toda a capital foram apreendidas 155 armas pelas Unidades Policiais Militares.

“Embora um pouco mais enfraquecido que há alguns anos, o fetiche da arma ainda permanece em alguns segmentos da sociedade e desconstruí-lo é um dos desafios a ser enfrentado na redução das mortes por armas de fogo. Apenas a educação dará conta disso”, conclui.

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