Cotidiano

Com que roupa eu vou

Redação DM

Publicado em 21 de outubro de 2015 às 00:54 | Atualizado há 11 anos

As altas temperaturas que tem acompanhado os goianos nos últimos dias está atingindo os ambientes de trabalho e estudo. Na agência de publicidade Big Jungle a regra geral é short e camiseta regata. “Costumávamos nos vestir assim nas sextas, mas o clima não está ajudando, então são todos os dias”, conta o diretor de criação Rodolfo Capuzzo, 32 anos. Além das roupas, uma manutenção do ar condicionado e o dobro de água mineral garantiu um ambiente de trabalho mais agradável.

O calor também mudou o hábito do pastor Rudinei Toporoski, da igreja Avivamento da Fé, que deixou de usar roupa social durante o dia. “Dentro da nossa igreja tem ar condicionado, mas no dia a dia a gente muda o vestiário”, diz. Ele é do Paraná, sul do Brasil, vive em Goiás a oito anos, mas ainda não se acostumou com as altas temperaturas. “Quando cheguei era menos quente, mas cada vez tem aumentado”.

A estudante de engenharia de produção Ana Ferreira, 23 anos, passou a usar roupas largas, cabelo preso e poucos assessórios, “porque parece que quanto mais coisa você usa, mais calor sente”, conta. Ela voltou recentemente da França, onde pegou temperaturas amenas e reclama do clima goiano. “Não da para ter estilo no calor”.

Normas do Ministério do Trabalho exigem temperatura adequada para a execução de certos tipos de trabalho. Funções intelectuais, que demandam atenção constante, como laboratórios e escritórios, devem ter a temperatura entre 20ºC e 23ºC e a umidade do ar não deve ser inferior a 40%. Para se ter uma ideia, ontem a temperatura em Goiânia chegou a 37°C e a umidade do ar, 12%.

As previsões não são positivas. De acordo com o Sistema de Meteorologia e Hidrologia do Estado de Goiás (Simehgo), não existe nenhuma frente fria que possa provocar chuva. Uma umidade em volta do Estado pode levar a chuviscos, mas nada efetivo. A previsão é que a temperatura continue alta e a umidade baixa.

Existem três tipos de formação de chuva: A chuva convectiva é quando a água que evapora atinge grande altitude e resfria; chuva orográfica é quando nuvens são barradas pelo relevo, montanhas por exemplo, sobem e resfriam; e a chuva frontal, que é o encontro de uma massa de ar frio e uma massa de ar quente e úmida.

Governo quer sugestões para enfrentar mudanças no clima

Agência Brasil

O Ministério do Meio Ambiente (MMA) está com uma consulta pública aberta para a elaboração do Plano Nacional de Adaptação à Mudança do Clima (PNA), que vai definir o que deverá ser feito no país para reduzir os impactos dessas mudanças sobre as pessoas, atividades econômicas e os ecossistemas. As contribuições devem ser enviadas por meio de um formulário no site do ministério até o dia 21 de novembro.

Segundo o MMA, há consenso nas Nações Unidas, seguindo as recomendações do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), de impedir que o aumento de temperatura da Terra ultrapasse 2 ºC, o que já deve afetar atividades cruciais como a oferta de água e de alimentos no mundo.

A proposta do PNA é resultado do trabalho de um grupo interministerial coordenado pelo MMA e pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, com a participação de organizações da sociedade civil, de governos estaduais e representantes do setor privado e acadêmico. Ele traz propostas para promover a adaptação, em escala nacional, e diretrizes para cada um dos 11 temas identificados: agricultura, biodiversidade e ecossistemas, cidades, gestão de risco aos desastres, indústria e mineração, povos e populações vulneráveis, recursos hídricos, segurança alimentar e nutricional, infraestrutura (energia, transporte e mobilidade urbana), saúde e zonas costeiras.

O plano é necessário, segundo o MMA, para identificar onde o fenômeno será sentido com maior intensidade e como reduzir seus impactos socioambientais e econômicos, além de aproveitar oportunidades e evitar perdas e danos, principalmente em eventos extremos, como enchentes, secas prolongadas e cheias, que representam ameaça às populações e aos sistemas produtivos.

Após a consulta, será apresentada uma versão final do PNA, considerando as contribuições recebidas. As dúvidas sobre o plano ou sobre a consulta podem ser enviadas para o e-mail: [email protected].

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