Cotidiano

Incêndio em camelódromo no Rio deve deixar 800 pessoas sem trabalho

Redação DM

Publicado em 11 de outubro de 2015 às 13:09 | Atualizado há 1 ano

Vladimir Platonow – Repórter da Agência Brasil

Um incêndio na madrugada deste domingo (11) queimou cerca de 180 boxes no camelódromo da Rua Uruguaiana, no centro do Rio de Janeiro. Os bombeiros trabalharam com rapidez e impediram que as chamas consumissem mais lojas.

Por causa do fogo, aproximadamente de 800 pessoas vão ficar sem trabalho nas próximas semanas, até a liberação e reconstrução do espaço, informou do o presidente da Associação dos Comerciantes e Ambulantes do Centro, João Lopes. “O prejuízo é incalculável. Tivemos destruição de 180 a 200 boxes. São de três a quatro pessoas trabalhando em cada box”, informou Lopes.

Ele defendeu a concretização de um projeto de reforma em todo o espaço, construindo as lojas em tijolo, com dois andares, como foi feito no camelódromo atrás da Central do Brasil, após um incêndio que no local. Segundo a prefeitura, foram mais de 150 boxes.

“Estamos buscando fazer um trabalho de revitalização, para acabar com esses problemas. Já temos um projeto para fazer um minishopping de dois andares. Seria a solução para o nosso camelódromo. Queremos partir para isso no próximo ano”, afirmou Lopes. Com a modernização do camelódromo, o local contaria com equipamentos modernos e eficientes de combate a incêndios.

Entre as famílias que ficaram sem mercadoria e sem trabalho, está a da comerciante Emanuele Vidal. “Vamos tentar reerguer o nosso comércio para vender para o Natal. Somos honestos e trabalhadores, mas como vamos fazer? Já estamos devendo para alguns fornecedores, é difícil”, lamentou Emanuele, que trabalha com o pai e uma irmã no local, vendendo camisetas de escolas de samba e artigos para turistas.

O prefeito do Rio, Eduardo Paes, esteve no local e marcou para esta segunda-feira (12), às 8h, uma reunião em seu gabinete, com uma comissão dos camelôs. O secretário de Coordenação de Governo, Pedro Paulo, também esteve no camelódromo, mas não quis falar sobre o projeto que os comerciantes têm de revitalização da área.

Editor Nádia Franco

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