Cotidiano

Adolescente sofre eclampsia e é encaminhada para o Hospital Materno Infantil

Redação DM

Publicado em 2 de outubro de 2015 às 16:21 | Atualizado há 11 anos

Casos de gravidez na adolescência devem ter atenção especial. Uma jovem de 14 anos sofreu complicações no parto e foi encaminhada de helicóptero para a Capital, na tarde de ontem (01). A adolescente do município de Porangatu chegou a ser atendida em hospital de Uruaçu.

Após conseguir vaga no Hospital Materno Infantil, em Goiânia, ela veio transportada pelo Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás (CBMGO), em estado grave. De acordo com informações dos bombeiros, a adolescente sofreu eclampsia e o bebê, que nasceu prematuro, está em incubadora. De acordo com a corporação, a jovem estava entubada, necessitando de transporte com urgência.

Até o fechamento dessa edição, o Hospital Materno Infantil informou que a paciente está internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e irá passar por exames para analisar mais detalhes da situação.

Para a médica Luiza Emylce Pela Rosado Schmallz, ginecologista e obstreta, dependendo da fase da adolescência em que ocorre a gravidez o cuidado deve ser redobrado. Ela explica que as complicações vão depender da idade da adolescente. Se tiver tido a menarca, primeira menstruação há pouco tempo, a garota ainda está em crescimento, e a gravidez pode prejudicar esse desenvolvimento corporal.

“Uma das principais consequências é que muitas jovens escondem a gravidez e acabam não fazendo o pré-natal de maneira precoce, podendo ter mais riscos de infecções”, afirma a médica. Além disso, ela completa que pelo fato de algumas adolescentes não ter parceiro fixo ou vários relacionamentos, pode aumentar a chance de infecções transmitidas sexualmente. “Essas infecções podem prejudicar o desenvolvimento do bebê e aumentar o risco de trabalho de parto prematuro”, conclui.

De acordo com a ginecologista, nas gestantes que não se alimentam corretamente, não realizam pré-natal adequadamente, as patologias que o bebê possa ter não vão ser tratadas de maneira correta. “A jovem deve ser bem amparada e tomar todos os cuidados como a alimentação, exercícios físicos e exames para uma gravidez adequada”, completa.

Futuro

Outra questão que preocupa a médica é em relação ao futuro educacional dessa futura mãe. A médica Luiza Emylce cita que estudo do Nascer Brasil – Inquério nacional sobre parto e nascimento, mostra que quanto mais jovem for a gestante e menor grau de escolaridade, maior o risco desse bebê ir a óbito no primeiro ano de vida. “Isso é uma questão que me preocupa muito, a gestante tem que ser bem acolhida e amparada”, diz. Ela ainda cita que muitas adolescentes abandonam os estudos durante a gravidez, o que pode influenciar no futuro econômico dessa futura mãe, além dos cuidados com a criança.

Assim que é descoberta a gestação, como todas as mulheres, a jovem deve ser encaminhada e acompanhada ao serviço pré-natal. Vale ressaltar, de acordo com a ginecologista Luiza, que a gestação precoce é considerada quando ocorre antes dos 16 anos ou nos dois primeiros anos após a primeira menstruação. “A jovem também tem que fazer um planejamento familiar para evitar uma nova gestação, o que pode atrapalhar muito a vida dela”, finaliza.

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