João Campos abre mão da disputa pelo Paço Municipal
Redação DM
Publicado em 11 de setembro de 2015 às 00:06 | Atualizado há 11 anosBeto Silva
O deputado federal João Campos (PSDB-GO) decidiu ontem abrir mão da disputa interna de seu partido para ser candidato a prefeito de Goiânia em 2016. O político era um dos cotados pela legenda para concorrer ao cargo, mas justifica sua decisão por conta de uma conversa que teve com a família.
Em nota, ele afirmou que pretende ajudar os candidatos escolhidos pela base: “Quero tornar público que após conversar com Ilda, com meus filhos João Marcus, Thiago Douglas e Verônica, além de ter orado a Deus, tomei a decisão de não ser candidato a prefeito de Goiânia ou de Aparecida de Goiânia nas eleições de 2016. Estou tranquilo. Ajudarei os candidatos da base. Continuarei focado em meu mandato de deputado federal ajudando Goiás e o Brasil”.
De estilo mais introspectivo do que outros concorrentes, João Campos preferiu não se envolver em discussões que possam dividir a legenda. Além dele, dois outros deputados federais – Fábio Souza e delegado Waldir – estão cotados para a disputa. Jayme Rincon, presidente da Agetop, agência de obras do Governo de Goiás, é outro que disputa a indicação da legenda.
A oposição acredita que não existe melhor momento para disputar o comando da Capital. O grupo – a cada pleito – reúne inúmeros pretendentes, mas sempre abre mão para candidatos de outros partidos. Em 2012, por exemplo, o escolhido foi o deputado Jovair Arantes (PTB). Dessa vez, o PSDB parece estar certo de que será cabeça de chapa na luta pelo Paço Municipal.
Sem João Campos, ao menos na mídia, a candidatura mais saliente é do delegado Waldir, que ameaça sair do partido caso não seja o indicado.
A estratégia política de Campos era de ser mais disciplinado do que midiático – e esperar posicionamentos determinantes dentro do partido. Nos bastidores, aliados de Campos afirmaram ao DM que ele esperava que a legenda respeitasse os políticos com maior tradição e serviços prestados para a capital. Em seu terceiro mandato, Campos estava à frente na lista dos pretendentes em quantidade de votos e atuações.
Do grupo dos deputados federais foi o primeiro eleito e com mais visibilidade nacional, com ação na liderança da bancada evangélica. O deputado diz que espera um processo de escolha “criterioso”. “É preciso que a escolha seja respeitosa, objetiva e transparente”.
AGRADECIMENTO
O parlamentar agradece aos políticos que se envolveram em indicar seu nome, apesar dele mesmo jamais ter realizado articulação nos bastidores. “Estou muito grato ao partido e inúmeros amigos e companheiros que estimularam minha candidatura tanto em Goiânia quanto em Aparecida”.
Para o Diário da Manhã, em maio, o deputado federal teria dito que a disputa de Goiânia era mais difícil do que a de Aparecida no tocante à indicação partidária. Todavia, a disputa em Aparecida de Goiânia seria mais complexa e difícil no enfrentamento com o candidato indicado pelo PMDB.
O parlamentar tem se debruçado na atuação à frente de vários temas da Câmara dos Deputados, como na liderança nacional da bancada evangélica e na discussão de temas de segurança pública – área legislativa em que se especializou desde que entrou no Congresso.