Brasileiro explica como Elvis morreu
Redação DM
Publicado em 7 de agosto de 2015 às 20:55 | Atualizado há 1 anoBeto Silva
Raul Lamim, médico patologista que mora em Juiz de Fora, em Minas Gerais, pode confirmar: o Rei do rock está mesmo morto. Tema de uma polêmica lenda urbana mundial, a de que Elvis estaria vivo, e talvez morando até mesmo no Brasil, o cantor foi parar nas mãos do brasileiro quando ele atuava no Hospital Batista, em Memphis.
Aos 67 anos, Lamin reside distante do país que viu nascer o maior idolodo rock mundial. Mas recorda da autopsia realizada no cantor para o livro “The Death of Elvis” (1991), de James Cole.
Naquele dia, 16 de agosto de 1977, o brasileiro era médico residente sênior do Hospital Batista.

Lamim tem hoje um consultório em Juiz de Fora e guarda as lembranças trsites daquele dia. “Eu fazia apenas quatro plantões por ano, aquele era o meu primeiro, exatamente naquele dia de agosto”, disse o médico para a Folha.
Conforme relata o brasileiro, ele chegou à instituição às 17h para o plantão. Elvis chegou mais cedo: 16h30.

CHÃO
Tentaram reanimar o cantor, mas a parada cardíaca jogou o músico ao chão.
Conforme o médico brasileiro, ele passou na secretaria para pegar um bipper (que sinalizava quando era chamado). A intenção era voltar para casa, onde estudaria.
Quando ameaçou ir embora, a secretária do hospital falou que ele deveria ficar, pois realizaria a necropsia de Elvis. “Você está brincando”, disse o médico.
Segundo o médico, Elvis morreu por ter tomado muitos remédios para dormir e os misturou. “Acho que entrou em um estado de narcose, de semianestesia. Um sono profundo. E caiu no banheiro de casa, que era acarpetado. E do jeito que caiu, ficou. Acredito que a posição que ele foi encontrado, com a face encostada no tapete, tenha dificultado a respiração”, diz o médico.

O assunto volta e meia é abordado por curiosos, diz Lamin, que sempre responde que ninguém sobrevive a uma necropsia: “É uma brincadeira de mau gosto. Mas, sim, infelizmente, Elvis morreu”, diz.