“[…] não depende de sua estrutura física, mas de quem você tem consciência que é”
Redação DM
Publicado em 20 de setembro de 2021 às 19:17 | Atualizado há 5 anos
Mobilidade
Segundo o estudante, outro fator de desafio diário é a mobilidade urbana diante da falta de acessibilidade pública e privada. Ele conta que por muitas vezes ao utilizar o transporte público, não há o elevador próprio para cadeirantes, e quando tem, o motorista não sabe manusear o mecanismo, até porque as vezes os elevadores travam por falta de manutenção.
“Ao pegar um ônibus pra voltar pra casa, certa vez quando o motorista foi acionar o elevador para que eu entrasse, ele [elevador] travou na porta, não subia e nem descia. O condutor ainda tentou destravá-lo, mas não teve sucesso. Como o ônibus não pode andar com a porta aberta, todos precisaram descer do veículo e esperar outro ônibus que foi acionado para buscar os passageiros”, contou ainda que o caso foi um constrangimento.
Sena relata que há uma grande dificuldade de utilizar aplicativos de transporte pagos, pois os carros normalmente não têm um bagageiro que tenha espaço para guardar a cadeira de rodas. Em alguns casos, há a opção de pedir um carro com um porta-malas maior, no entanto, é mais caro.
“Geralmente, quando os motoristas notam que sou cadeirante, desistem de me buscar e cancelam a corrida, pois não querem ter o trabalho de me colocar no carro e guardar minha cadeira”.
“Quando consigo uma carona no aplicativo com um porta-malas maior, os motoristas não se disponibilizam para me carregar, eu tenho que pedir, as vezes nem o bagageiro eles abrem. E com a pandemia, muitos começaram a afirmar que não podem me tocar e como se negam ajudar a me colocar no carro, resta à minha mãe, que tem problema na coluna, me carregar”, confessou.
Incentivo
Sena finaliza sua fala pedindo e incentivando aqueles que trabalham lidando com pessoas à serem mais prestativos e solidários com pessoas de mobilidade reduzida.
O jovem está escrevendo o livro “Além dos meus limites”, uma autobiografia em incentivo aos jovens que desejam conquistar seus objetivos.
“Sua capacidade não depende de sua estrutura física, mas de quem você tem consciência que é”, concluiu.
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O Dia Nacional da Luta de Pessoas com Deficiência é comemorado no dia 21 de Setembro. Ainda que a luta desses seja diária e desafiadora, vale destacar nesta data, um pouco da autossuperação diante de barreiras cotidianas.
O pianista e estudante de Pedagogia, Nathã Sena, de 29 anos, contou um pouco de seus desafios desde que foi diagnosticado com miopatia congênita desde a infância, quando não pôde mais andar.
Ainda na educação infantil, o jovem afirma que também tinha déficit de atenção, e relembra ter sofrido muito preconceito diante de colegas e professores.
“Em um episódio, lembro que uma professora que não entendia minhas limitações, chegou a me chamar de preguiçoso”, conta.
Sena destacou ainda que nas instituições de ensino público que estudou, não havia uma estrutura adaptada para o aprendizado, já que não haviam mesas acessíveis para que ele encaixasse sua caidera de rodas, pois utilizavam apenas carteiras universitárias (com braço). Além disso, os banheiros escolares não possuíam acessibilidade necessária para pessoas com deficiência.
Mobilidade
Segundo o estudante, outro fator de desafio diário é a mobilidade urbana diante da falta de acessibilidade pública e privada. Ele conta que por muitas vezes ao utilizar o transporte público, não há o elevador próprio para cadeirantes, e quando tem, o motorista não sabe manusear o mecanismo, até porque as vezes os elevadores travam por falta de manutenção.
“Ao pegar um ônibus pra voltar pra casa, certa vez quando o motorista foi acionar o elevador para que eu entrasse, ele [elevador] travou na porta, não subia e nem descia. O condutor ainda tentou destravá-lo, mas não teve sucesso. Como o ônibus não pode andar com a porta aberta, todos precisaram descer do veículo e esperar outro ônibus que foi acionado para buscar os passageiros”, contou ainda que o caso foi um constrangimento.
Sena relata que há uma grande dificuldade de utilizar aplicativos de transporte pagos, pois os carros normalmente não têm um bagageiro que tenha espaço para guardar a cadeira de rodas. Em alguns casos, há a opção de pedir um carro com um porta-malas maior, no entanto, é mais caro.
“Geralmente, quando os motoristas notam que sou cadeirante, desistem de me buscar e cancelam a corrida, pois não querem ter o trabalho de me colocar no carro e guardar minha cadeira”.
“Quando consigo uma carona no aplicativo com um porta-malas maior, os motoristas não se disponibilizam para me carregar, eu tenho que pedir, as vezes nem o bagageiro eles abrem. E com a pandemia, muitos começaram a afirmar que não podem me tocar e como se negam ajudar a me colocar no carro, resta à minha mãe, que tem problema na coluna, me carregar”, confessou.
Incentivo
Sena finaliza sua fala pedindo e incentivando aqueles que trabalham lidando com pessoas à serem mais prestativos e solidários com pessoas de mobilidade reduzida.
O jovem está escrevendo o livro “Além dos meus limites”, uma autobiografia em incentivo aos jovens que desejam conquistar seus objetivos.
“Sua capacidade não depende de sua estrutura física, mas de quem você tem consciência que é”, concluiu.