Parte I – Numa galáxia muito, muito distante
Redação DM
Publicado em 15 de março de 2021 às 10:20 | Atualizado há 5 anos
A AARDY.com é um dos líderes de mercado dos seguros de viagem nos Estados Unidos. Foi fundado pelo empresário Jonathan Breeze, um antigo piloto da Royal Air Force.
Nas próximas semanas Breeze vai ter que mergulhar de cabeça em alguns dos desafios inerentes de se criar uma empresa, de aumentar o volume de operações e de sobreviver em plena pandemia da Covid19.
Antes de nos debruçarmos sobre o processo de criação do AARDY.com, sobre o seu cativante logotipo azul de um papa-formigas ou sobre a sua disciplina da velha guarda no serviço de excepção ao cliente que valeu ao AARDY uma das maiores classificações possíveis no TrustPilot, devemos ir antes um pouco mais atrás, até aos tempos mais simples antes da internet ter sido criada.
Breeze descobriu a sua vocação durante os seus tempos de juventude, em que visitava com a família demonstrações de aeronáutica na Inglaterra. Ao observar com admiração o espectáculo de acrobacias da Royal Air Force com os “Red Arrows” a riscarem os céus nos seus jactos Hawk, com milhares de espectadores de queixo caído pela sua precisão, disciplina e bravura desses super-homens, apenas havia uma carreira que o jovem Breeze poderia almejar. Virou-se então para os seus pais e disse com convicção “é isto que quero fazer”. Sem dúvida que foi um desejo partilhado por outras tantas centenas de jovens nesse mesmo dia de verão, mas apenas o de Breeze se tornaria realidade.
Aos 16 anos, quando ainda estava na escola, Breeze foi convidado pela RAF para ir tirar a sua licença de piloto. Após um período intensivo de estudo, tanto em terra como no ar, Breeze completou o seu primeiro exame a solo a bordo de um Cessna e ultrapassou essa etapa da sua formação com facilidade. A parte final da sua formação foi o exame de navegação, que ocorreu semanas depois em outra instituição do Reino Unido. Esta parte do exame foi quase a ruína de Breeze, que poderia ter terminado logo ali a sua promissora carreira aérea.
Numa altura muito antes de haver GPS e goole maps, o exame de navegação ocorreu num centro a apenas 2 horas de distância da casa de Breeze. Munido de um mapa do Reino Unido, partiu no seu carro de manhã, mas, de alguma forma, acabou por se perder e não encontrar o centro onde o exame iria decorrer. A ironia de todo um episódio de um jovem se perdeu no mesmo dia em que ia fazer o seu exame de navegação. Temendo que o seu sonho de voar pela RAF tinha terminado, regressou a casa bastante desapontado.
“Eu era um jovem, com pouca experiência de vida para perceber que muitas vezes precisamos de tempos desesperados para nos reencontrarmos e prosseguirmos em frente. Esse dia, ao conduzir de volta a casa, com a minha carreira na RAF totalmente estilhaçada, continua a ser um dos que perdura comigo até hoje”.
Regressado a casa em desespero, Breeze pegou no telefone com a intenção de ligar ao examinador para pedir desculpa por ter faltado ao exame, mas antes que pudesse começar a falar, o professor desculpou-se por ter cancelado tudo tão em cima da hora. Ou seja, ele tinha também faltado ao exame, sem saber que o próprio Breeze não tinha sequer aparecido ou esperado por si!
“Por vezes as estrelas alinham-se a nosso favor e outras vezes não. Nesta ocasião fui extremamente afortunado e alguém estava lá em cima a olhar por mim. Pude assim remarcar o exame de navegação que passei com distinção. Tinha apenas 17 anos e estava muito orgulhoso da minha carta de piloto”.
Um ano depois, quando estava quase a terminar os 18 anos, Breeze juntou-se à Royal Air Force e começou o seu exigente programa de Formação Iniciante para Oficiais no Colégio Caranwell da Royal Air Force, no Reino Unido. Depois de um ano de exigência física e pessoal, Breeze tornou-se num oficial da RAF. Depois seguiu-se a formação a bordo do mesmo jacto Hawk que, anos antes, o tinha inspirado.