Esportes

Morreu na praia

Redação DM

Publicado em 6 de abril de 2015 às 02:41 | Atualizado há 11 anos

Alvaro de Castro Da editoria de Esportes

O Atlético foi até Trindade com uma única missão: vencer o jogo e praticamente assegurar a classificação. Porém, o que se viu, principalmente no 2º tempo, foi uma equipe apática e sem reação com o bom jogo dos donos da casa. O Trindade, boa surpresa desse Goianão, foi econômico e bateu o Dragão por 1 a 0, com um gol de Conrado aos 48 minutos do segundo tempo. O tricolor trindadense chegou aos 21 pontos, na 2ª colocação Grupo A. Já o rubro-negro estacionou nos 16, na 3ª posição.

Além de eliminar o rival da capital, o Tacão precisa apenas de um empate para chegar à liderança da chave e se garantir na semifinal. O Itumbiara é o líder (21 pontos), porém, não atua mais na 1ª fase. Para o Atlético, o momento é de pensar na Copa do Brasil e no Brasileiro da Série B. A diretoria atleticana precisa agir e uma lista de dispensas deve ser anunciada ainda nessa semana.

O Dragão cumpre tabela na próxima rodada, quando encara o Grêmio Anápolis no Estádio Serra Dourada. A partida acontece na quarta-feira (8), às 19h30. Já o Trindade, encara o Crac de Catalão, no Genervino da Fonseca. Enquanto o Tacão tenta chegar à classificação, o Leão briga para não ser rebaixado. O jogo acontece na quarta-feira, também às 19h30.

 

O JOGO

Os primeiros 5 minutos de jogo foram de amplo domínio atleticano, a equipe do Trindade praticamente não pegava na bola. O Atlético tentava ficar com a posse bola. Sidcley e Sergio Manoel pelo lado esquerdo, eram os jogadores mais acionados pelo lado rubro-negro. Apesar do ímpeto inicial, o Dragão não conseguiu chegar com perigo à meta de  Weverton. Com isso, o Trindade igualou as ações, principalmente com o meia Conrado. Aos 17 minutos, Robertinho, em bom chute de fora da área, quase chegou ao gol.

O esquema utilizado por Martelotte, se assemelhava ao que era proposto por João Paulo Sanches, no período que treinou interinamente o time atleticano. O 4-3-1-2, com uma linha de três volantes a frente da zaga, dava proteção à defesa. Porém, era nítida a falta de força ofensiva. Thiago Primão, mais uma vez, colocado como meia armador, não rendia o esperado. Pedro Bambu aberto pelo lado direito e Sergio Manoel mais a esquerda, não chegavam com qualidade ao ataque. Murilo e Sidcley não eram efetivos nas alas. Rafinha pouco aparecia. Já Maurides, apesar de voluntarioso, também foi anulado pela zaga do Trindade.

Aos 28 minutos, um lance inacreditável. Refice acionou Rafinha pelo lado esquerdo, o atacante chegou até a linha de fundo e cruzou rasteiro, a bola passou do goleiro Weverton e chegou em Pedro Bambu. O volante, embaixo da traves, conseguiu isolar a bola para fora. Apesar do lance bizarro, o Atlético cresceu no jogo.

O Trindade tentava chegar ao ataque, porém, com o time espaçado em campo, não conseguia operar lances perigosos. A opção de Sílvio Criciúma em deixar Vitor Rossini no banco de reservas não foi a ideal, e o time pecava bastante na saída de bola. Já o Atlético errou bastante nas finalizações. Com isso, o 1º tempo foi encerrado sem altaração no marcador.

 

2º tempo

O Trindade foi quem começou a segunda etapa buscando o gol. Logo aos 4 minutos, Mateus Paraná saiu cara a cara com Márcio, apesar do bom arremate, o arqueiro atleticano fechou bem o ângulo, e mandou para escanteio. Em 6 minutos de bola rolando, o Tacão cobrou quatro escanteios. O Atlético parecia atordoado dentro de campo. em cobrança de falta, Conrado, mais uma vez, levou perigo à meta rubro-negra.

Conrado, sempre ele, era o nome do jogo. Aos 8 minutos, em cobrança de escanteio de Robertinho, o camisa 10 trindadense testou firme, Márcio fez mais uma bela defesa. O monólogo da equipe tricolor continuou até os 20 minutos. O Atlético, sem poder de reação, ainda perdeu Sergio Manoel, que saiu de campo em uma ambulância, após choque de cabeça com Willian, do Trindade. Zezinho foi para o jogo.

Com a vitória parcial do Itumbiara, o empate eliminava o Dragão das semifinais do Goianão. Apesar disso, o rubro-negro não buscava se impor dentro do campo. As chegadas esporádicas, se resumiam em contra-ataques puxados por Thiago Primão e Pedro Bambu. Muito pouco para o um time que precisava, desesperadamente, da vitória.

A falta de alma atleticana resultou na eliminação. E ela veio de forma categórica. Após errar diversos gols, o Trindade chegou ao tento da vitória e a quase classificação. Em rápido contra-ataque, Vitor Rossini deixou Conrado na cara do gol, o meia, melhor jogador da partida, foi extremamente calmo, passou por Márcio e rolou para o fundo das redes. Tacão 1 a 0. Sem força de reação, o Atlético se entregou e o juiz apitou o fim de jogo aos 51 minutos do 2º tempo.

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