Cotidiano

Mais de 20% dos goianos admitem beber em excesso e 10% dirigem alcoolizados

Redação Online

Publicado em 5 de novembro de 2025 às 15:24 | Atualizado há 7 meses

O Detran-GO registrou aumento de 40% nas autuações por alcoolemia
O Detran-GO registrou aumento de 40% nas autuações por alcoolemia

Mais de um quinto da população goiana admite consumo abusivo de bebidas alcoólicas, e um em cada dez reconhece dirigir após beber. Os dados são do Vigitel Goiás 2025, pesquisa divulgada pela Secretaria de Estado da Saúde (SES-GO) nesta quarta-feira (05/11). Apesar de uma ligeira melhora em relação a 2022, quando os índices eram 24,1% e 10,8%, os números continuam preocupantes.

O Detran-GO registrou aumento de 40% nas autuações por alcoolemia no comparativo entre janeiro e outubro de 2022 e o mesmo período deste ano: foram 10.398 infrações contra 14.564. O órgão atribui a alta à ampliação da fiscalização, que tem se mostrado fator de contenção. “Com mais operações, cresce o receio de ser punido”, avalia o departamento.

Presidente do Detran-GO, o delegado Waldir Soares considera os índices “muito altos” e defende punições mais severas. Para ele, o valor atual da multa — R$ 3 mil — é “irrisório” diante da gravidade da infração. “O ideal seria algo entre R$ 10 e R$ 15 mil”, afirma. Waldir destaca que o órgão intensificou as ações com apoio da Polícia Militar, Guarda Civil Metropolitana e Polícia Rodoviária Federal.

De acordo com o presidente, o Detran está ampliando o alcance das operações da Balada Responsável para todas as regiões de Goiás. Mais de 600 policiais passam por treinamento para coordenar as ações de fiscalização de forma descentralizada. “Queremos que o motorista pense duas vezes antes de misturar álcool e direção”, ressalta Waldir.

O levantamento entrevistou 18.075 pessoas com mais de 18 anos nas 18 regionais de saúde do Estado. A pesquisa também revelou aumento de 62,9% no excesso de peso e 25,7% na obesidade. Além disso, 26,3% dos goianos declararam hipertensão, 9,3% diabetes e 15,5% depressão. Por outro lado, a prática de atividade física subiu de 36% para 39,6%, e o consumo de ultraprocessados caiu de 17,9% para 14,4%.

Foto: Divulgação

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