Cotidiano

Goiana é morta após ser atacada por morador de rua em Buenos Aires

Redação Online

Publicado em 11 de novembro de 2025 às 09:25 | Atualizado há 7 meses

A servidora aposentada do Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO), Maria Vilma das Dores Cascalho da Silva, de 69 anos, foi morta após ser atacada por um morador de rua em Buenos Aires, na Argentina. O crime ocorreu no dia 5 de outubro, enquanto ela caminhava pela rua para pagar o aluguel do apartamento da filha, que cursa medicina no país. Durante a agressão, a goiana caiu, bateu a cabeça no chão e sofreu um traumatismo craniano grave.

O agressor foi localizado pela polícia argentina pouco tempo depois, após agredir outra pessoa, e acabou preso. Ainda não há informações oficiais sobre o histórico criminal do suspeito ou se ele permanece detido.

Maria Vilma estava em Buenos Aires desde julho e costumava passar parte do ano na Argentina, acompanhando a filha durante os estudos. A viagem, que deveria ser marcada por reencontros familiares, terminou em tragédia.

Após a morte, a família da servidora enfrenta agora um processo burocrático e custoso para realizar o traslado do corpo para Goiânia. A repatriação depende de documentos, autorizações e pagamento de taxas internacionais, o que tem causado demora e apreensão entre os parentes. O caso também reacendeu o debate sobre as dificuldades enfrentadas por famílias brasileiras em situações de morte no exterior, já que o governo federal não cobre automaticamente as despesas com o transporte dos corpos.

A família recebe apoio do Consulado Brasileiro em Buenos Aires e do Governo de Goiás, que auxiliam na parte documental. No entanto, todos os custos estão sendo arcados pelos familiares, com ajuda de amigos e conhecidos.

Maria Vilma era conhecida entre os colegas do Judiciário goiano pela dedicação e pelo carinho com que tratava o trabalho e a família. Sua morte causou comoção entre servidores e amigos, que manifestaram pesar nas redes sociais e lamentaram a perda.

O Gabinete de Assuntos Internacionais de Goiás informou que o consulado brasileiro segue acompanhando o caso e que só poderá atuar após a conclusão dos procedimentos exigidos pela legislação argentina. Enquanto isso, a família aguarda a liberação do corpo para dar início ao traslado e realizar a despedida em Goiânia.

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