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Punks começam celebração dos 40 anos da banda Exame de Fezes

Redação Online

Publicado em 27 de novembro de 2025 às 21:23 | Atualizado há 8 meses

EXDF foi fundada pelo jornalista e jurista Ulisses Aesse após acidente do césio 137
EXDF foi fundada pelo jornalista e jurista Ulisses Aesse após acidente do césio 137

A banda Exame de Fezes (EXDF) é uma das referências do grind core nacional. Fundada na ideologia do “do it yourself” (faça você mesmo) lançada pelos punks, nos anos 1970, a EXDF reúne, no evento  “Pré-festa 40 anos”, bandas como Corja, 321, GSD e Calhordas neste sábado (29/11), às 19h, no Capim Pub (Setor dos Funcionários, Goiânia) para cantar diatribes e revoltas contra o sistema.

Segundo Goiano Sidney, guitarrista da banda, o evento serve para “começar” as celebrações dos 40 anos da EXDF, comemorados efetivamente em 2028.

Até lá a Exame promete shows viscerais de comemoração. O EXDF surgiu no entorno da região de Campinas, onde pelo menos outro grupo se reunia para criar o movimento em Goiânia: o HC 137. 

Após o acidente do césio 137, a juventude se rebelou e criou um grito nervoso de denúncia ambiental e social. 

Fundado pelo jornalista e jurista Ulisses Aesse, o EXDF aproveitou restos da cultura punk e uniu em estilhaços de som barulhento: guitarras distorcidas, bateria insana, baixo de uma corda só e vocal ensurdecedor e gutural serviam de incômodo para os ouvidos bem educados de pessoas acostumadas à boa música e ouvidos treinadinhos (eles dizem ‘adestrados’) com a indústria cultural.

Goiano Sidney, guitarrista da banda, diz que show serve para “começar” celebrações dos 40 anos do EXDF

As letras anárquicas falavam de fobias sociais, como a canção “Paranoia”, cuja letra era só: ” O carro vai bater, o carro vai bater, o carro!!!!”. E tudo em poucos segundos de “música”.

A EXDF tocou em diversos eventos nacionais, como o Encontro de bandas pesadas, na Galeria do Rock, em São Paulo; na Funarte, também na capital paulista, e na Universo Paralelo, na Bahia, festival em que tocou no mesmo palco de lendas como Mutantes e Caetano Veloso.

A banda teve inúmeros integrantes. Atualmente completam o grupo o baterista Cleomar Rosário ( também cantor e instrumentista de blues na Hard Days) e Afonsinho, no baixo, lenda do rock goiano com inúmeras passagens, inclusive na mais lembrada delas, o antológico Língua Solta.

Mais barulho

No Capim Pub, ainda sobem no palco a Corja, grupo histórico do movimento musical goiano, cujas iniciativas de produção de eventos agitaram o underground, dando legitimidade às bandas mais espontâneas do segmento. A 321 é outro grupo de grande pegada punk, tornando-se na atualidade a melhor banda do estilo, com grande capacidade de sintetizar todos os signos punks.

Por sua vez, a Calhordas sobe no palco para tocar diversão e rock and roll, com viés punk. Trata-se de um legado do baixista Morbeck, falecido neste ano. Seus amigos seguem o pedido dele, que além de roqueiro era delegado: manter o rock sempre vivo. Por fim, a GSD vai para o ‘fight’ com peso e profissionalismo, cuja pegada é a aura do rock, sempre molhada em rebeldia e indignação.

Fotos: Acervo pessoal


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