Operação revela rede que desviava computadores da Secretaria da Economia de Goiás
Aline Drumond - Estágio DM
Publicado em 2 de dezembro de 2025 às 15:11 | Atualizado há 6 meses
A ação cumpriu 23 mandados judiciais, 15 de busca e apreensão e oito de prisão em Goiás, Distrito Federal, Tocantins e Minas Gerais. | Foto: Divulgação/PGCO.
A Polícia Civil iniciou nesta terça-feira (2) a Operação Parasita, que revelou um esquema de desvio e revenda de mais de 100 computadores pertencentes à Secretaria da Economia de Goiás. As investigações apontam que um ex-servidor terceirizado comandava o grupo, estruturado para retirar os equipamentos sem gerar suspeitas. A ação cumpriu 23 mandados judiciais, 15 de busca e apreensão e oito de prisão em Goiás, Distrito Federal, Tocantins e Minas Gerais. Um dos suspeitos foi detido em flagrante por receptação.
Segundo a polícia, o líder do esquema conhecia profundamente o funcionamento interno da secretaria e explorava falhas no controle patrimonial para retirar computadores e monitores. Ele teria organizado uma rede formada por outros terceirizados, prestadores de serviços e receptadores, responsáveis por repassar os produtos furtados a valores muito inferiores aos praticados no mercado.
O prejuízo ao Estado ainda é calculado, mas os investigadores classificam o caso como um esquema estruturado, com divisão clara de funções entre quem desviava os equipamentos, quem intermediava as transações e quem os revendia.
Uma parte do material teria sido entregue a uma loja de informática em Goiânia, cujo proprietário é apontado como um dos principais receptadores. Outros comerciantes também são investigados por comprarem os equipamentos desviados, contribuindo para a circulação dos bens públicos no mercado paralelo.
O esquema só veio à tona em abril deste ano, quando a própria secretaria identificou inconsistências no controle de patrimônio. Após uma auditoria interna, os suspeitos foram desligados e o caso repassado à Polícia Civil, que aprofundou as apurações.
Com apoio das polícias civis de outros Estados, os mandados foram cumpridos e um dos receptadores acabou preso em flagrante. Os investigados devem responder por furto qualificado, receptação e associação criminosa. As diligências continuam para localizar outros possíveis envolvidos e tentar recuperar parte dos equipamentos desviados.