Em Minas Gerais, Lula critica gestão da pandemia e diz que país não repetirá erros
Aline Drumond - Estágio DM
Publicado em 11 de dezembro de 2025 às 16:06 | Atualizado há 6 meses
O presidente esteve em Itabira na manhã desta quinta-feira (11) para atividades oficiais | Foto: Alex de Jesus/O TEMPO
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira (11), em Itabira (MG), que o Brasil nunca mais terá um chefe do Executivo que banalize a morte de milhares de pessoas, como ocorreu durante a pandemia de Covid-19 no governo de Jair Bolsonaro. A declaração foi dada durante a inauguração do novo Centro de Radioterapia do Hospital Nossa Senhora das Dores.
Segundo Lula, se estivesse no comando do país durante a crise sanitária, e com Alexandre Padilha à frente do Ministério da Saúde, a maior parte das mortes poderia ter sido evitada. “Se eu fosse presidente da República naquela época e o Padilha fosse ministro da Saúde, eu duvido que a gente não tivesse salvo 70% ou 80% daquelas pessoas que morreram por falta de vergonha e de responsabilidade”, afirmou.
Sem citar diretamente o ex-presidente Jair Bolsonaro, Lula criticou a postura adotada no período. “Esse país nunca mais terá um presidente que deixou morrer a quantidade de gente que morreu por conta da Covid”, disse. Ele acrescentou que houve falta de responsabilidade no enfrentamento da doença. “Um presidente que ficava na televisão imitando as pessoas que estavam com Covid, tossindo e zombando da saúde das pessoas que morreram nesse país”, declarou.
As falas fazem referência às mais de 700 mil mortes registradas no país e a episódios em que Bolsonaro imitou pessoas com falta de ar, além de citar declarações como “não sou coveiro” ao ser questionado sobre o avanço da doença.
Lula reforçou que o país não deve repetir a condução adotada na pandemia. “Nunca mais”, afirmou, ao dizer que o Brasil não terá novamente “um presidente que deixe morrer a quantidade de gente que morreu”.