Caiado chama de “indústria do diploma” faculdades de medicina com nota baixa no Enamed
Giovanna Gonçalves - Estágio DM
Publicado em 20 de janeiro de 2026 às 17:22 | Atualizado há 4 meses
Governador do Estado de Goiás, Ronaldo Caiado (UB) | Foto: Governo de Goiás/ Divulgação
O Governador de Goiás, Ronaldo Caiado (UB), afirmou nesta terça-feira (20/01), em seu perfil do Instagram, que durante seus dois mandatos sofreu pressão de deputados, prefeitos e empresários da educação superior para autorizar a criação de novas faculdades de medicina no Estado. No entanto, ele afirmou resistir ao que chama de “indústria do diploma”, que cresce de maneira desenfreada.
A declaração do governador vem após a divulgação dos resultados do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), no qual dez faculdades goianas – dentre 16 examinadas no total – foram avaliadas com notas 1 e 2 – uma média considerada baixa para o Ministério da Educação (MEC).
No Brasil, 107 faculdades foram reprovadas e para Caiado: “essas 107 faculdades devem fechar imediatamente.” O governador de Goiás, que também é médico, diz ainda que a medicina brasileira pode estar caminhando para um colapso irreversível.
Segundo Ronaldo Caiado, essas instituições são “Bets travestidas de faculdades” e se aproveitam de bilhões de reais vindos de programas de auxílio, como o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e o Programa Universidade para Todos (ProUni), e, em troca, oferecem um “ensino precário”.
A mensalidade de faculdades como a Zarns, de Itumbiara, que no Enamed foi conceituada com a nota 1, gira em torno de R$ 11.288,50, e a do Centro Universitário de Mineiros (Unifimes), com conceito 2, a mensalidade custa em média R$ 7.572,00.
