Internacional

Mesmo com plano de trégua, Gaza registra novos ataques

Giovanna Gonçalves - Estágio DM

Publicado em 4 de fevereiro de 2026 às 15:25 | Atualizado há 4 meses

Local de ataque israelense em Nuseirat, região central da Faixa de Gaza (2024) | Foto: REUTERS/Abd Elhkeem Khaled
Local de ataque israelense em Nuseirat, região central da Faixa de Gaza (2024) | Foto: REUTERS/Abd Elhkeem Khaled

Nesta quarta-feira (4), soldados israelenses abriram fogo mais uma vez contra cidadãos palestinos. Os ataques foram direcionados ao norte e ao sul da Faixa de Gaza. Cerca de 21 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas.

O Exército de Israel afirmou que os ataques aéreos e os tanques foram acionados apenas como reação após um atirador abrir fogo contra soldados israelenses, ferindo gravemente um reservista.

No último sábado (1º), uma ação do governo de Israel matou pelo menos 30 pessoas com um dos ataques aéreos mais intensos desde o cessar-fogo, em outubro de 2025. Esse ataque em questão também foi uma resposta após a quebra da trégua por parte do Hamas.

O acordo de cessar-fogo

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou, ainda em janeiro, o início da segunda fase do plano de cessar-fogo na guerra entre Israel e Palestina. A declaração foi feita mesmo sem que a primeira fase tivesse sido concluída, como o fim da troca de ataques (descumprido por Israel, que realizou ataques aéreos em Gaza), a não devolução dos restos mortais de um refém israelense e a não abertura da fronteira entre Gaza e Egito.

A passagem por essa fronteira, por meio da cidade de Rafah, foi aberta pela primeira vez nesta segunda-feira (2/02), o que permitiu a passagem de alguns palestinos, 16 pacientes de Gaza e 40 acompanhantes. Essa era uma das exigências do acordo de cessar-fogo proposto em outubro do ano passado. No entanto, dois dias depois, a travessia foi bloqueada mais uma vez.

Raja’a Abu Teir, foi um dos pacientes palestinos que deveria ser levado pela passagem em busca de tratamento, foi avisado de que não faria mais a viagem. “Ligaram para os pacientes e disseram que hoje não há nenhuma viagem, a passagem está fechada”, disse Raja’a para a Agência Reuters.

A COGAT, agência que controla o acesso a Gaza, negou o fechamento da fronteira, mas afirmou que a falta de detalhes de coordenação da Organização Mundial da Saúde (OMS) dificultou a travessia.


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