Influenciadora argentina diz estar com medo após caso de injúria racial no Rio
Léo Carvalho
Publicado em 6 de fevereiro de 2026 às 10:54 | Atualizado há 4 meses
Agostina Páez se manifestou nas redes sociais após decisão da Justiça do Rio em investigação por injúria racial | Foto: Montagem/Reprodução
A advogada e influenciadora argentina Agostina Páez, de 28 anos, afirmou estar com medo após a Justiça do Rio de Janeiro aceitar a denúncia apresentada pelo Ministério Público em um caso que apura injúria racial e gestos racistas contra funcionários de um bar em Ipanema, na Zona Sul da capital fluminense. Em manifestações públicas, ela declarou estar desesperada e disse que seus direitos estão sendo violados.
“Estou desesperada, morrendo de medo, e faço este vídeo para que a situação que estou vivendo ganhe repercussão”, disse Agostina.
Leia também
Justiça do Rio decreta prisão de argentina por injúria racial em Ipanema
O caso ocorreu no dia 14 de janeiro e ganhou repercussão após vídeos circularem nas redes sociais. As imagens mostram a influenciadora dirigindo palavras e gestos de cunho racista a funcionários do estabelecimento. O material foi anexado ao inquérito instaurado pela Polícia Civil do Rio de Janeiro.
Segundo o Ministério Público, Agostina teria reiterado as ofensas mesmo após ser alertada de que a conduta configurava crime no Brasil. A promotoria também apontou risco de fuga, considerando que a acusada é estrangeira, além de comportamento reiterado durante o episódio, fatores que embasaram o pedido de medidas mais severas no curso do processo.
A Justiça acolheu a denúncia e, diante dos elementos apresentados, decretou a prisão preventiva da influenciadora. Antes disso, já haviam sido impostas medidas cautelares, como retenção do passaporte, proibição de deixar o país e uso de tornozeleira eletrônica.
Em sua defesa, Agostina Páez nega as acusações. Ela afirma que o ocorrido foi uma brincadeira, sustenta que não houve intenção de ofender e diz que está sendo alvo de interpretações equivocadas. A defesa argumenta que as medidas adotadas são desproporcionais.
Até o momento, não há confirmação oficial de que a prisão preventiva tenha sido cumprida. O caso segue em investigação pela Polícia Civil e tramita na Justiça do Rio de Janeiro.