Justiça do Rio decreta prisão de argentina por injúria racial em Ipanema
Léo Carvalho
Publicado em 5 de fevereiro de 2026 às 16:12 | Atualizado há 4 meses
Agostina Páez, argentina investigada por racismo em Ipanema, agora enfrenta prisão e Justiça brasileira | Foto: Reprodução/Redes Sociais
Uma advogada argentina de 28 anos, Agostina Páez, tornou-se ré por injúria racial e teve prisão preventiva decretada pela Justiça do Rio nesta quinta-feira (5). O crime ocorreu em 14 de janeiro, em um bar na Rua Vinícius de Moraes, em Ipanema, onde ela e amigas discutiram o pagamento da conta com funcionários.

Imagem: Reprodução/Redes sociais
Imagens gravadas por um garçom mostram Páez saindo do estabelecimento enquanto proferia ofensas, incluindo gritos de “mono” e imitações de macaco direcionadas aos trabalhadores negros. A turista alegou em depoimento que os gestos eram “brincadeira” para amigas e que se sentiu provocada por supostos toques indevidos dos garçons, mas o Ministério Público (MP) rejeitou a versão e denunciou o caso em 2 de fevereiro.
Antes da decisão atual, Páez teve passaporte apreendido, tornozeleira eletrônica instalada e proibição de deixar o país. Ela expressou arrependimento em entrevistas argentinas, disse temer por sua segurança após ameaças online e registrou boletim contra supostas invasões em seu apartamento no Rio. O juiz destacou o risco de fuga e a gravidade das ofensas para justificar a prisão.