‘O Agente Secreto’ fica sem Bafta, mas ainda segue forte no Oscar
Redação
Publicado em 22 de fevereiro de 2026 às 19:33 | Atualizado há 3 meses
Wagner Moura: ator protagoniza filme brasileiro
Folhapress
“O Agente Secreto” não levou o Bafta de melhor filme em língua não inglesa, neste domingo (22/2). O prêmio é o mais importante do cinema britânico e laureou o candidato da Noruega, “Valor Sentimental”, drama familiar dirigido por Joachim Trier.
Concorriam também “Sirât”, da Espanha, “Foi Apenas um Acidente”, filme iraniano que representa a França, e “A Voz de Hind Rajab”, da Tunísia.
Com isso, o Brasil deixa essa edição da premiação sem nenhum troféu. Mendonça Filho concorria ainda ao Bafta de melhor roteiro original, mas perdeu para Ryan Coogler, pelo trabalho em “Pecadores”.
O paulistano Adolpho Veloso, que venceu vários prêmios da temporada pela fotografia de “Sonhos de Trem”, também ficou sem o troféu, que foi para Michael Bauman, de “Uma Batalha Após a Outra”.
E Petra Costa, que concorria com o documentário “Apocalipse nos Trópicos”, perdeu para os tchecos Pavel Talankin e David Borenstein, de “Mr. Nobody Against Putin”.
No principal prêmio britânico, os vencedores são escolhidos por membros da Academia Britânica de Cinema e Televisão, que reúne cerca de 10 mil pessoas da indústria do audiovisual e dos games — a maioria é do Reino Unido, mas também há membros internacionais. Deste total, cerca de 8.300 votam no prêmio de cinema.
O prêmio já antecipou resultados do Oscar, mas raramente as escolhas coincidem, pois apenas uma parte pequena dos votantes também é membro da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas.
Nos últimos dez anos, por exemplo, apenas dois filmes levaram tanto os prêmios principais do Oscar e do Bafta — “Oppenheimer”, em 2024, e “Nomadland”, em 2021. No ano passado, “Conclave”, por exemplo, venceu o Bafta, enquanto o Oscar de melhor filme acabou indo para “Anora”.
No tapete vermelho do Bafta, Wagner Moura, 49, conversou com a revista norte-americana Deadline sobre o atual momento de destaque do cinema brasileiro e da política no Brasil.
O ator, indicado ao Oscar por “O Agente Secreto”, comentou à revista. “O Brasil é novamente um país democrático e portanto é um país que acredita que a cultura é uma coisa importante. Wagner Moura não foi indicado a Melhor Ator. O ator não chegou a ser selecionado na pré-lista, que foi divulgada em 9 de janeiro.