Dólar abre em queda acentuada nesta quarta-feira (4) após ter subido 1,87% na véspera
Heloysa Camilo - Estágio DM
Publicado em 4 de março de 2026 às 11:10 | Atualizado há 3 meses
Moeda americana cai na abertura após forte alta na véspera | Foto: Prakash Singh/Bloomberg
O dólar abriu em queda acentuada nesta quarta-feira (4), após ter subido 1,87% na véspera, em meio à escalada do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. O movimento reflete a volatilidade dos mercados diante do agravamento das tensões no Oriente Médio e da busca de investidores por ativos considerados mais seguros.
Na terça-feira, além da disparada do dólar, a Bolsa brasileira caiu mais de 3%, acompanhando o desempenho negativo das principais praças internacionais. Bolsas na Ásia e na Europa registraram fortes perdas, enquanto os índices de Estados Unidos também fecharam em baixa, ainda que com quedas mais moderadas.
O cenário foi marcado por um movimento clássico de “fuga para a segurança”, com fortalecimento do dólar frente a outras moedas.

A tensão aumentou após o anúncio do fechamento do estreito de Hormuz pelo Irã, rota estratégica por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial. A medida elevou os temores sobre o abastecimento global de energia e provocou uma nova disparada nos preços das commodities. O petróleo Brent avançou, assim como o gás natural na Europa, ampliando a pressão sobre os mercados.
No Brasil, praticamente todas as ações do Ibovespa fecharam no vermelho, com poucas exceções no setor de energia. Em paralelo, dados divulgados pelo IBGE mostraram que o PIB brasileiro cresceu 2,3% em 2025, mas perdeu fôlego no último trimestre. O resultado reforça a expectativa de que o Copom possa acelerar o ritmo de cortes na taxa Selic, apesar das incertezas externas geradas pelo conflito no Oriente Médio.