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Perito da defesa de tenente-coronel acusado de matar a esposa já atuou em caso no PR

Fernando Henrique - Estágio DM

Publicado em 1 de abril de 2026 às 10:42 | Atualizado há 2 meses

Perito Fabiano Abucarub já atuou em mais de 3 mil processos como perito judicial no Paraná. Imagem: Reprodução/ Redes Sociais
Perito Fabiano Abucarub já atuou em mais de 3 mil processos como perito judicial no Paraná. Imagem: Reprodução/ Redes Sociais

Fabiano Abucarub, perito particular contratado pela defesa do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, já atuou em favor de Jorge Guaranho, condenado pela morte do tesoureiro do PT Marcelo Arruda.

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Quem é Fabiano Abucarub

Abucarub trabalha como perito particular desde 2009. Ele é enfermeiro forense formado pelo Centro Universitário Filadélfia, especializado em crimes sexuais, cibernéticos, de trânsito e contra a vida.

Como perito assistente, ele participou em mais de 500 ações judiciais. Já como perito judicial, que produz os laudos oficiais a pedido do juiz, ele esteve em mais de 3300 processos em cidades do estado do Paraná.

Na segunda-feira, a Justiça autorizou que ele atue como assistente técnico na investigação da morte da soldado Gisele Alves Santana. A informação foi confirmada ontem pelo Tribunal de Justiça e pelo advogado do acusado, Eugênio Malavasi, que solicitou a autorização no início da semana passada.

O profissional já iniciou a análise dos laudos policiais produzidos no processo, em que Neto é suspeito pela morte. Ao UOL, ele disse que o objetivo principal neste caso é a “busca pela verdade real dos fatos”.

A atuação dele pode ser parcial e não substitui o trabalho dos peritos oficiais. Trata-se de um serviço complementar, previsto no Código de Processo Penal, que permite à defesa contestar ou reforçar interpretações sobre as evidências.

Caso de bolsonarista que matou petista

Arruda foi morto em 9 de julho de 2022, durante a festa de 50 anos, em Foz do Iguaçu. Câmeras de segurança registraram o momento em que Guaranho invadiu a comemoração em homenagem ao presidente Lula (PT) e atirou.

Testemunhas relataram que Guaranho passou pelo local minutos antes do crime, de carro, e discutiu com convidados. Advogados da vítima afirmaram que a festa temática do PT irritou o ex-policial penal.

Arruda revidou e os dois ficaram feridos por tiros, mas o petista morreu no dia seguinte. Guaranho ficou internado em estado grave, se recuperou, foi preso e acabou condenado a 20 anos de prisão em fevereiro de 2025.

O perito foi contratado e contestou algumas informações apresentadas, mas a sentença foi condenatória no final. Na época, veiculou-se inicialmente que Guaranho teria chegado à festa já atirando contra Arruda. A versão foi rebatida pelo profissional, que apontou que o homem desceu de seu carro de cabeça baixa e mãos livres.

Parecer técnico elaborado pelo perito contribuiu para a tese de que o condenado agiu conforme protocolos de treinamento policial. “Guaranho desceu do carro desarmado e se deparou com Arruda de arma em punho. Seguindo à risca o treinamento que recebeu, saca a arma em função de preservar a própria vida”, argumentou na época.

Ele também rebateu um laudo produzido pelo perito da acusação. O documento dizia que o bolsonarista falou “petistas vão morrer” antes do crime, a partir de uma suposta leitura labial das imagens de segurança. Abucarub, no entanto, rebateu dizendo que era impossível fazer a análise a partir do vídeo.


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