Esportes

Itália articula investida por Guardiola e planeja reconstrução até 2030

Léo Carvalho

Publicado em 2 de abril de 2026 às 15:34 | Atualizado há 3 meses

Mudanças no comando técnico entram em pauta após eliminação e federação mira novo ciclo até 2030. Guardiola entra no radar | Foto: Lance
Mudanças no comando técnico entram em pauta após eliminação e federação mira novo ciclo até 2030. Guardiola entra no radar | Foto: Lance

A ausência da Itália na Copa do Mundo de 2026 abriu um novo ciclo de instabilidade no futebol do país e acelerou movimentos internos por reformulação. Fora do torneio pela terceira edição consecutiva, a federação iniciou discussões para redefinir o comando técnico e estruturar um projeto de longo prazo com foco no Mundial de 2030.

Entre os nomes avaliados, o principal alvo é Pep Guardiola. O treinador espanhol, atualmente no comando do Manchester City, é visto como peça central em um plano de reconstrução esportiva. A possível negociação, no entanto, envolve obstáculos relevantes. Guardiola tem contrato em vigor até 2027, o que exige não apenas uma compensação contratual, mas também a apresentação de um projeto esportivo consistente que o convença a migrar do futebol de clubes para o cenário de seleções.

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Internamente, a federação entende que a contratação de um técnico com esse perfil depende de garantias estruturais, incluindo autonomia no trabalho, reformulação das categorias de base e integração entre os níveis do futebol italiano. A avaliação é de que apenas uma mudança ampla pode interromper a sequência de resultados negativos acumulados nos últimos anos.

A eliminação na repescagem para a Bósnia e Herzegovina reforçou esse diagnóstico. A derrota ampliou o histórico recente de insucessos e aumentou a pressão por mudanças imediatas. Nesse contexto, a permanência de Gennaro Gattuso à frente da seleção é considerada improvável, diante do cenário esportivo e da necessidade de renovação.

Federação Italiana avalia cenário para substituir comissão técnica e tenta viabilizar chegada de Guardiola | Foto: AFP

Apesar da prioridade por Guardiola, a federação trabalha com alternativas já mapeadas. Entre os nomes avaliados estão Roberto Mancini, que conduziu a Itália ao título da Eurocopa de 2020, além de Antonio Conte e Massimiliano Allegri, treinadores com trajetória consolidada no futebol italiano e experiência em competições de alto nível.

A definição do novo comando é tratada como urgente. O planejamento prevê que a seleção inicie o próximo ciclo já sob nova direção técnica, com foco na disputa da Liga das Nações, marcada para setembro. O primeiro compromisso será diante da Bélgica, em um cenário que deve marcar o início de uma nova fase para a equipe.

A sucessão de eliminações em Copas do Mundo colocou em pauta não apenas a troca de treinador, mas também a revisão do modelo de gestão e formação de atletas. A federação trabalha com a perspectiva de reestruturação completa, com o objetivo de recolocar a Itália em posição competitiva no cenário internacional até 2030.


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