Internacional

Ingressos da Copa de 2026 viram alvo de Trump: “não pagaria esse valor”

DM Redação

Publicado em 8 de maio de 2026 às 11:34 | Atualizado há 1 mês

Trump diz que Irã enfrenta crise financeira e pressiona por abertura de rota estratégica | Foto: DANIEL HEUER/POOL/EPA/Shutterstock
Trump diz que Irã enfrenta crise financeira e pressiona por abertura de rota estratégica | Foto: DANIEL HEUER/POOL/EPA/Shutterstock

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que não pagaria os valores cobrados por ingressos da Copa do Mundo FIFA de 2026. A declaração, dada em entrevista ao jornal New York Post, reacendeu críticas sobre o custo do Mundial que será realizado nos Estados Unidos, Canadá e México.

Segundo relatos da imprensa americana, entradas para jogos da fase inicial incluindo a estreia da seleção dos EUA já aparecem com preços superiores a US$ 1 mil em plataformas oficiais e de revenda. Em setores premium e pacotes corporativos, os valores podem alcançar dezenas de milhares de dólares, dependendo da partida e da demanda.

“Eu gosto de futebol, mas não pagaria isso”, disse Trump, ao comentar os preços. A fala ocorre em um momento em que cresce a pressão sobre a FIFA para rever a política de comercialização dos ingressos.

A entidade adotou um sistema de preços dinâmicos, prática comum no mercado norte-americano de entretenimento, em que os valores variam conforme procura, localização do assento e fase do torneio. A estratégia tem potencial de maximizar receitas, mas também levanta questionamentos sobre o acesso do público geral.

Comentadores esportivos apontam que o modelo tende a favorecer consumidores com maior poder aquisitivo e empresas interessadas em hospitalidade corporativa, reduzindo a presença de torcedores tradicionais nas arquibancadas.

O presidente da FIFA, Gianni Infantino, já defendeu a política, afirmando que ela reflete a realidade do mercado dos países-sede, especialmente dos Estados Unidos, onde grandes eventos esportivos operam com valores elevados.

A edição de 2026 será a maior da história, com 48 seleções e 104 partidas distribuídas entre três países. A expectativa é de mais de 6 milhões de ingressos colocados à venda ao longo do torneio.

Apesar da ampliação, que teoricamente aumentaria a oferta, a combinação entre alta demanda, turismo internacional e modelo de precificação tem mantido os preços em patamares elevados.

A discussão sobre o custo dos ingressos não é nova, mas ganha força com a proximidade do torneio. Torcedores e analistas questionam se o Mundial, tradicionalmente associado à festa popular, pode se tornar um evento cada vez mais restrito a uma elite econômica.

Leia também

Siga o Diário da Manhã no Google Notícias e fique sempre por dentro

edição
do dia

Impresso do dia