Itaú recebe aprovação preliminar para abrir banco próprio nos Estados Unidos
Léo Carvalho
Publicado em 18 de agosto de 2026 às 13:06 | Atualizado há 53 minutos
Itaú Unibanco recebeu aprovação preliminar para criar um banco com licença nacional nos Estados Unidos | Foto: Itaú/Divulgação/JC
O Itaú Unibanco informou ao mercado na segunda-feira (17) que o Office of the Comptroller of the Currency (OCC), autoridade responsável pela supervisão dos bancos nacionais nos Estados Unidos, concedeu aprovação preliminar para a criação de uma instituição financeira com licença nacional no país. O novo banco terá o nome de Itaú Bank.
A aprovação é considerada uma etapa do processo para a criação da instituição, mas ainda não permite o início das operações. Segundo o Itaú, o lançamento do banco depende do cumprimento de requisitos regulatórios e operacionais e de novas autorizações, incluindo as do Federal Reserve e da Federal Deposit Insurance Corporation (FDIC).
O Itaú afirmou que a criação do banco está alinhada à estratégia de ampliar sua capacidade de atendimento aos clientes nos Estados Unidos, com uma oferta mais abrangente de produtos e serviços financeiros.
O conglomerado brasileiro mantém presença no mercado norte-americano desde 1979, mas ainda não possui uma instituição própria com licença nacional no país. A proposta do Itaú Bank é ampliar as operações financeiras do grupo nos Estados Unidos.
Banco poderá oferecer crédito e financiamentos
A autorização prevê a criação de um banco com licença nacional, estrutura que permitirá ao Itaú ampliar sua atuação no mercado americano. Entre as atividades previstas estão operações de crédito, financiamentos e gestão de investimentos.
O Itaú, no entanto, ainda precisa concluir as etapas regulatórias antes de iniciar efetivamente as atividades do novo banco.
Itaú reduz operação de varejo na Colômbia e no Panamá
Enquanto avança na expansão nos Estados Unidos, o Itaú também passou recentemente por mudanças em sua atuação em outros mercados da América Latina.
O grupo vendeu as operações de varejo na Colômbia e no Panamá ao Banco de Bogotá por aproximadamente R$ 2,5 bilhões. A estratégia anunciada foi concentrar a atuação nesses países no atendimento a pessoas jurídicas, especialmente grandes empresas. (MARIA CLARA MATOS/Folhapress)