Brasil

Haddad diz que Pix está protegido e nega discussão sobre taxação do sistema

DM Online

Publicado em 2 de junho de 2026 às 14:14 | Atualizado há 2 meses

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta segunda-feira (2) que o Pix está protegido, resguardado e não está em discussão qualquer medida para taxar ou restringir o sistema de pagamentos instantâneos.

A declaração ocorre em meio ao retorno de boatos nas redes sociais sobre uma suposta cobrança de impostos sobre transferências realizadas pelo Pix. Segundo Haddad, não existe proposta do governo para criar taxas sobre o uso da ferramenta, utilizada diariamente por milhões de brasileiros.

O tema ganhou destaque após episódios anteriores de desinformação relacionados ao monitoramento de movimentações financeiras pela Receita Federal. Na ocasião, o governo e órgãos oficiais esclareceram que as medidas de fiscalização não criavam qualquer imposto sobre o Pix e tinham como objetivo o combate à sonegação fiscal e à lavagem de dinheiro.

Em 2025, o governo federal chegou a editar uma medida provisória para reforçar a gratuidade do Pix, garantir a proteção dos dados dos usuários e vedar a cobrança de impostos, taxas ou contribuições sobre sua utilização.

O sistema de pagamentos criado pelo Banco Central se tornou o principal meio de transferência financeira do país e, periodicamente, volta ao centro de discussões motivadas por informações falsas sobre eventual tributação. Tanto a Receita Federal quanto o Ministério da Fazenda têm reiterado que não existe cobrança de imposto sobre transferências realizadas via Pix.

Parlamentares reagiram às recentes movimentações do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) junto ao governo dos Estados Unidos e passaram a acusá-lo de atuar em favor de medidas que prejudicam interesses econômicos brasileiros.

A crítica ocorre após encontros e declarações do senador sobre a relação entre Brasil e Estados Unidos. Segundo aliados do governo Lula, a aproximação de Flávio Bolsonaro com o presidente norte-americano Donald Trump teria contribuído para o agravamento das tensões comerciais entre os dois países.

Em nota divulgada pelo PT no Senado, parlamentares afirmaram que vão atuar para defender o Pix e rebater qualquer tentativa de enfraquecimento do sistema de pagamentos criado pelo Banco Central. O partido sustenta que o mecanismo representa um avanço para consumidores e empresas brasileiras e não deve ser alvo de pressões externas.

O tema ganhou força após declarações de integrantes do governo federal e da oposição sobre possíveis interesses norte-americanos relacionados ao mercado de pagamentos digitais. Nos últimos meses, o Pix voltou ao centro do debate político e econômico em meio a discussões sobre concorrência no setor financeiro e relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos.

Flávio Bolsonaro nega ter atuado contra os interesses brasileiros. Em declarações recentes, o senador afirmou que discutiu com autoridades americanas temas como segurança pública, investimentos, minerais estratégicos e tarifas comerciais. Também defendeu uma aproximação econômica maior entre os dois países e disse que pretende construir acordos comerciais mais amplos caso a direita retorne ao Palácio do Planalto em 2027.

A troca de acusações ocorre em um momento de forte polarização política, com governo e oposição disputando a narrativa sobre os impactos das medidas comerciais adotadas pelos Estados Unidos e seus reflexos na economia brasileira.


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