Analfabetismo atinge menor nível da história em Goiás, aponta pesquisa do IBGE
Aline Drumond - Estágio DM
Publicado em 19 de junho de 2026 às 13:54 | Atualizado há 2 horas
Levantamento revela melhora nos índices de alfabetização e escolaridade em diferentes faixas etárias no estado | Foto: IBGE
Goiás alcançou em 2025 o menor índice de analfabetismo já registrado desde o início da série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, a taxa de pessoas não alfabetizadas com 15 anos ou mais caiu para 3,5%, consolidando uma trajetória de redução observada ao longo da última década.
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Em 2016, o percentual era de 5,9%, o que demonstra um avanço significativo nos indicadores educacionais do estado. O levantamento aponta que cerca de 207 mil goianos ainda não sabem ler e escrever, número inferior ao registrado em 2024, quando o contingente era de aproximadamente 213 mil pessoas.
A queda foi observada em diferentes faixas etárias, mas teve impacto mais expressivo entre os idosos. Entre a população com 60 anos ou mais, a taxa de analfabetismo recuou de 14% para 12,3% entre 2024 e 2025, representando a maior redução proporcional identificada no período.
Escolaridade avança e bate recorde entre adultos
Os indicadores também mostram evolução no nível de escolaridade da população goiana. Em 2025, o estado atingiu o maior percentual já registrado de pessoas com 25 anos ou mais que concluíram toda a educação básica obrigatória.
O índice chegou a 32,5%, resultado que representa crescimento de 1,4 ponto percentual em comparação com o ano anterior. O desempenho reforça a ampliação do acesso à educação e a permanência dos estudantes nas diferentes etapas de ensino.
Entre as crianças e adolescentes, os números também permaneceram elevados. A frequência escolar de estudantes entre 6 e 14 anos alcançou 96,7%, superando a meta estabelecida pelo Plano Nacional de Educação (PNE) para essa faixa etária. Já entre os jovens de 15 a 17 anos, a taxa de escolarização chegou a 92,3%.
Número de jovens fora da escola e do trabalho recua
Outro destaque da pesquisa é a diminuição da parcela de jovens que não estudam nem exercem atividade profissional. Em 2025, 14,1% da população goiana entre 15 e 29 anos encontrava-se nessa condição, o menor percentual desde o início da série histórica iniciada em 2019.
O resultado ficou abaixo da média nacional, estimada em 17,5%, e indica uma maior inserção dos jovens tanto no mercado de trabalho quanto nas instituições de ensino.
Os dados da PNAD Contínua mostram ainda que 64% dos jovens goianos estavam empregados, matriculados em alguma etapa de ensino ou conciliando trabalho e estudos em 2025. O cenário reflete mudanças observadas nos últimos anos e uma redução de 9,4 pontos percentuais no grupo de jovens que permaneciam afastados simultaneamente da educação e das atividades econômicas entre 2019 e 2025.