Saúde Pública e a estruturação do atendimento em Goiânia
Redação Online
Publicado em 3 de julho de 2026 às 12:42 | Atualizado há 2 horas
Por Garibaldi Rizzo
Os gargalos no sistema público de saúde, a demanda por novas unidades e a eficiência do modelo de gestão compartilhada, são os desafios da capital goiana. A saúde pública em Goiânia enfrenta um cenário de desafios históricos de infraestrutura e crônico desabastecimento, mas passa por um ciclo de intervenções e investimentos. Apesar das falhas apontadas, a cidade está entre as capitais brasileiras com bons indicadores de qualidade na saúde, medidos pelo Centro de Liderança Pública.
A estrutura de atendimento e a situação atual são divididas da seguinte forma:
1- Atenção Primária (Postos de Saúde)A porta de entrada do SUS na capital conta com 75 unidades de saúde (Unidades de Saúde da Família e Centros de Saúde). Devido a deficiências antigas, muitas unidades sofrem com problemas físicos (infiltrações, cadeiras odontológicas quebradas) e falta de medicamentos essenciais.
Como resposta, a gestão municipal adotou medidas como a ampliação do atendimento para alguns sábados, a contratação de cerca de 700 novos médicos e a implementação de reformas e aquisição de novos equipamentos para tentar reverter esse quadro.
2- Urgência e Emergência (UPAs e Hospitais) Para casos agudos, a rede conta com unidades 24 horas.
O atendimento infantil, por exemplo, foi expandido para 13 unidades de urgência. A cidade possui quase 200 leitos de UTI pactuados e mantém três maternidades em pleno funcionamento, com expectativa de abertura de novos leitos cirúrgicos e retorno de UTIs pediátricas. Projetos de Expansão e Repasses.
O Ministério da Saúde anunciou recentemente um pacote de medidas para a região, que inclui a entrega de veículos do SAMU, inauguração de novas UBSs e liberação de recursos do PAC Saúde para acelerar reformas e construção de novas estruturas, como a UPA de Campinas.
A saúde pública em Goiânia tem solução, mas depende da modernização da gestão e do foco em três pilares:
• Descentralização do atendimento.
• Informatização das unidades.
• Expansão da infraestrutura com recursos direcionados para a Atenção Primária.
Para entender o que está sendo feito e como o sistema pode superar os gargalos históricos, confira os pontos fundamentais da mudança: Descentralização e Novas Estruturas: A solução exige que o atendimento chegue mais perto dos bairros para desafogar as emergências, como a futura UPA de Campinas e a previsão de construção de dezenas de novas UBSs. Investimentos federais recentes na ordem de milhões estão focados na retomada de obras paradas e em equipar melhor as unidades.
Informatização e Transparência: Uma das maiores reclamações diz respeito à burocracia, falta de medicamentos e longa espera. A modernização passa pela adoção de tecnologia, como a recente distribuição de novos computadores para a rede municipal, que digitaliza prontuários, agiliza a marcação de consultas e reduz filas. Além disso, projetos de lei em tramitação no estado exigem transparência e protocolos para notificar o paciente sobre a disponibilidade de vagas.
Fortalecimento da Atenção Básica:A solução mais sustentável é o investimento na prevenção. O modelo prevê a ampliação das equipes de Saúde da Família, que acompanham o histórico do paciente de perto e evitam que casos simples se transformem em emergências hospitalares. A gestão municipal é uma árdua missão, as prioridades focam na garantia dos serviços essenciais e no desenvolvimento local.
Os pilares principais incluem a prestação de serviços de saúde e educação, o fomento à geração de emprego e renda, a manutenção da infraestrutura urbana e a promoção da transparência e participação cidadã, mãos à obra Prefeito, o tempo passa rápido demais.
Aequiteto Garibaldi Rizzo