Moraes determina depoimento de Flávio Bolsonaro à PF por suposta calúnia contra Lula
Aline Drumond - Estágio DM
Publicado em 7 de julho de 2026 às 16:20 | Atualizado há 2 horas
O senador Flávio Bolsonaro será ouvido pela Polícia Federal no inquérito que apura suposta calúnia contra Lula | Foto: Reprodução
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, seja ouvido pela Polícia Federal (PF) no âmbito do inquérito que apura a suposta prática do crime de calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A investigação teve origem em uma publicação feita por Flávio Bolsonaro na rede social X, em 3 de janeiro de 2026. Na postagem, o parlamentar relacionou o presidente brasileiro ao ex-líder venezuelano Nicolás Maduro e atribuiu a Lula acusações como tráfico internacional de drogas, tráfico de armas e lavagem de dinheiro.

Na mensagem, o senador afirmou: “Lula será delatado. É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas”.
Polícia Federal concluiu investigação e apontou indícios de calúnia
Em abril deste ano, Alexandre de Moraes autorizou a abertura do inquérito após pedido apresentado pela Polícia Federal. A corporação concluiu a investigação no último dia 26 e encaminhou o relatório final ao STF.
No documento, a PF afirma que a publicação atribuiu falsamente ao presidente da República a prática de crimes previstos na legislação brasileira, entre eles tráfico internacional de drogas, tráfico internacional de armas e lavagem de dinheiro.
“Fica claro, portanto, que o Senador Flávio Bolsonaro, através de sua postagem, imputou falsamente ao Presidente Lula o cometimento dos crimes de tráfico internacional de drogas, tráfico internacional de arma e lavagem de dinheiro, crimes estes expressamente tipificados em nosso ordenamento jurídico”, registra o relatório da Polícia Federal.
Após receber o material, Moraes encaminhou o processo para manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR). O órgão solicitou que o caso retornasse à Polícia Federal para a realização do depoimento do senador.
Nesta terça-feira (7), o ministro acolheu o pedido da PGR e estabeleceu o prazo de dez dias para que a Polícia Federal realize a oitiva de Flávio Bolsonaro.