Internacional

Novo terremoto no Japão relembra os maiores tremores dos últimos 15 anos

Heloysa Camilo - Estágio DM

Publicado em 28 de julho de 2026 às 11:56 | Atualizado há 1 hora

fumaça subindo de um prédio após terremoto no Japão | Foto: NIPPON TV/JAPAN
fumaça subindo de um prédio após terremoto no Japão | Foto: NIPPON TV/JAPAN

O terremoto de magnitude 7,1 que atingiu a província de Kumamoto, no sul do Japão, nesta terça-feira (28), voltou a colocar o país em estado de alerta e relembrou uma série de desastres naturais que marcaram a última década e meia. O tremor deixou ao menos 50 feridos, provocou cortes de energia, interrompeu serviços de transporte e levantou preocupações sobre possíveis vítimas em um shopping parcialmente desabado.

Segundo a Agência Meteorológica do Japão (JMA), o abalo levou à emissão de alertas de emergência para as prefeituras de Kumamoto, Nagasaki, Kagoshima, Fukuoka, Saga, Oita e Miyazaki. Um aviso de tsunami para ondas de até um metro chegou a ser divulgado, mas acabou cancelado posteriormente.

A primeira-ministra Sanae Takaichi afirmou que o governo ainda avalia a dimensão dos danos. Ela confirmou registros de feridos, incêndios, interrupções no fornecimento de energia, danos em rodovias e pontes, além do desabamento de edifícios, e pediu que a população permaneça em locais seguros.

O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) informou que o terremoto ocorreu a 10 quilômetros de profundidade e classificou a intensidade do tremor do solo como “severa”, nível 8 em uma escala de 10 pontos.

Mais de 150 mil moradores foram orientados a procurar centros de evacuação. Empresas como a TSMC retiraram funcionários de suas instalações na região por precaução, enquanto a Sony informou acompanhar os impactos sobre suas operações. A JMA também alertou para o risco de novos tremores e deslizamentos de terra ao longo da próxima semana.

Telhado desaba após terremoto no Japão | Foto: Nippon TV/Japan/Reuters

Histórico de grandes terremotos

Localizado no chamado Círculo de Fogo do Pacífico, o Japão concentra cerca de 20% dos terremotos de magnitude 6 ou superior registrados no planeta e contabiliza até 2 mil abalos sísmicos perceptíveis todos os anos.

Nos últimos 15 anos, o país enfrentou episódios que marcaram sua história recente:

  • 2011: terremoto de magnitude 9 e tsunami devastaram o nordeste japonês, deixando quase 20 mil mortos e provocando o acidente nuclear de Fukushima, considerado o mais grave desde Chernobyl.
  • 2018: um tremor de magnitude 6,1 em Osaka matou quatro pessoas, enquanto outro, de magnitude 6,7 em Hokkaido, deixou mais de 40 mortos e apagão em toda a ilha.
  • 2021: um terremoto de magnitude 7,3 na costa de Fukushima deixou dezenas de feridos e interrompeu o fornecimento de energia na região de Tóquio.
  • 2022: novo tremor, desta vez de magnitude 7,4, voltou a atingir Fukushima, causando três mortes e mais de 200 feridos.
  • 2024: um terremoto de magnitude 7,6 na península de Noto matou mais de 300 pessoas. Meses depois, outro abalo de magnitude 7,1 na costa de Miyazaki levou o governo a emitir, pela primeira vez, um alerta para risco elevado de um megaterremoto.

Com o novo desastre em Kumamoto, autoridades reforçam o monitoramento da atividade sísmica e mantêm o alerta para possíveis réplicas nos próximos dias.


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