MAG reúne obras de 86 artistas na 3ª edição do Encontro Nacional de Artistas Naïfs
Redação Online
Publicado em 14 de agosto de 2026 às 20:32 | Atualizado há 2 horas
Obras de diferentes linguagens e perspectivas compõem a exposição em cartaz no Bosque dos Buritis | Foto: Secult
A diversidade da arte naïf brasileira ganha espaço no Museu de Arte de Goiânia (MAG) a partir desta terça-feira (18), quando o público poderá visitar a exposição da 3ª edição do Encontro Nacional de Artistas Naïfs (Enanco). A mostra reúne obras de 86 artistas de diferentes regiões do país, entre selecionados por convocatória nacional, convidados e o homenageado desta edição, Waldomiro de Deus. A abertura ocorre às 8h, no Bosque dos Buritis, com entrada gratuita.
O conjunto reúne trabalhos de 77 artistas selecionados por uma convocatória nacional, oito convidados e Waldomiro de Deus, que recebe homenagem pela trajetória dedicada à cultura popular. Aos 82 anos, o artista construiu uma produção marcada por cores, personagens e cenas do cotidiano, tornando-se um dos nomes reconhecidos da arte naïf produzida no Brasil.
As obras passaram pela avaliação de uma comissão formada por Fernanda Porto, PX Silveira e Sandro Torres. Para o curador, a presença de Waldomiro acrescenta uma dimensão especial ao encontro. “Sua presença dá à terceira edição do Enanco um significado ainda mais especial, aproximando diferentes gerações e perspectivas da arte naïf”, afirma Sandro.
A arte naïf reúne artistas que, em geral, não tiveram formação acadêmica em escolas de belas-artes e desenvolvem uma linguagem marcada pela espontaneidade, pela imaginação e pelas experiências pessoais. A produção também costuma estabelecer relação próxima com a memória, a cultura popular e cenas do cotidiano.
Imaginação
Segundo Antônio Da Mata, diretor do MAG, a realização do encontro em Goiânia amplia as possibilidades de contato entre os artistas e o público. “Ao trazer para Goiânia artistas de todas as regiões brasileiras, o Enanco amplia o espaço dedicado a uma linguagem artística que encontra na simplicidade, na imaginação, na memória e nas experiências do cotidiano algumas de suas principais formas de expressão”, afirma.
Além da exposição, o encontro proporciona aos artistas selecionados a oportunidade de estabelecer contato com outros criadores, pesquisadores, apreciadores e profissionais do setor. A proposta é criar um espaço de troca entre diferentes gerações e regiões da produção naïf brasileira.