Piloto sobrevive após avião pegar fogo e cair em área de mata em Minas Gerais
Léo Carvalho
Publicado em 25 de agosto de 2026 às 11:24 | Atualizado há 2 horas
Avião Cirrus SR22 caiu em uma área de mata no distrito de Serra Azul, em Mateus Leme, na Grande Belo Horizonte | Foto: Reprodução/CBMG
Um piloto de 29 anos sobreviveu à queda de um avião de pequeno porte na manhã desta terça-feira (25), em Serra Azul, distrito de Mateus Leme, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A aeronave apresentou uma pane durante o voo, teve um princípio de incêndio e acabou caindo em uma área de mata. O homem era o único ocupante.
De acordo com informações do Corpo de Bombeiros, o piloto conseguiu acionar o sistema de segurança da aeronave antes da queda. O equipamento, conhecido como Cirrus Airframe Parachute System (CAPS), utiliza um paraquedas que sustenta o avião durante a descida em situações de emergência. A tecnologia é instalada de fábrica nos modelos da linha SR da Cirrus.
O avião envolvido no acidente é um Cirrus SR22, de prefixo PR-VMI. Segundo informações divulgadas sobre a ocorrência, a aeronave havia decolado do Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, por volta das 7h34. Cerca de 15 minutos depois, às 7h49, houve o pouso de emergência em Serra Azul. O voo seria intermunicipal e tinha como possível destino uma manutenção.
Paraquedas reduziu velocidade da aeronave
O CAPS foi desenvolvido para situações em que o piloto precisa realizar uma descida de emergência. O sistema é acionado manualmente e utiliza um foguete balístico para lançar o paraquedas, que fica conectado à estrutura do avião. Dessa forma, a aeronave inteira desce sustentada pelo equipamento.
Testes divulgados pela Cirrus Owners and Pilots Association (COPA) indicam que o sistema pode reduzir a velocidade de avanço da aeronave a zero em aproximadamente oito segundos. A associação também informa que, quando o CAPS é utilizado dentro dos parâmetros previstos, as chances de sobrevivência em um acidente aumentam significativamente.
A importância do equipamento também aparece nos registros da própria COPA. Em agosto de 2026, a organização contabilizava 302 sobreviventes em 150 acionamentos do CAPS.
Piloto foi levado para hospital
Após a queda, o avião permaneceu em chamas na região de mata. Moradores que estavam nas proximidades auxiliaram no resgate inicial até a chegada das equipes de emergência.
O piloto foi retirado da aeronave e encaminhado para atendimento médico. Posteriormente, o helicóptero Arcanjo, do Corpo de Bombeiros, fez o transporte para o Hospital de Pronto-Socorro João XXIII, em Belo Horizonte. A suspeita inicial era de inalação de fumaça.
Informações divulgadas após o atendimento indicaram que ele estava consciente e orientado e não apresentava escoriações aparentes.
Investigação vai apurar causas da queda
As circunstâncias que provocaram a pane ainda não foram esclarecidas. Equipes do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) foram acionadas para atuar na ocorrência.
A queda e o incêndio mobilizaram equipes do Corpo de Bombeiros, que também trabalharam no combate às chamas e na avaliação da área onde a aeronave caiu. A investigação deverá apontar as circunstâncias da emergência e os fatores que levaram à queda do avião.