Bitcoin supera US$ 80 mil pela primeira vez desde maio
Léo Carvalho
Publicado em 25 de agosto de 2026 às 12:37 | Atualizado há 52 minutos
Bitcoin voltou a ser negociado acima de US$ 80 mil após quase três meses abaixo desse patamar | Foto: Michael Nagle/Bloomberg
O bitcoin voltou a superar a marca de US$ 80 mil pela primeira vez desde 15 de maio. A principal criptomoeda do mercado chegou a US$ 81,22 mil, o equivalente a cerca de R$ 419,3 mil, por volta das 23h30 de segunda-feira (24), pelo horário de Brasília. A alta foi de 2,83% em relação ao dia anterior.
Às 10h30 desta terça-feira (25), o bitcoin era negociado a US$ 78,76 mil, aproximadamente R$ 406,59 mil, com valorização de 0,2%.
A recuperação ganhou força a partir da última quarta-feira (19), quando a Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC) anunciou uma proposta de regras para o mercado de criptomoedas.
Mercado reage a possível mudança nas regras
A proposta da SEC foi recebida positivamente pelo setor de ativos digitais porque prevê a retirada de determinadas empresas e ofertas de criptomoedas do alcance das regras norte-americanas aplicadas aos valores mobiliários.
A expectativa é de que uma regulamentação mais favorável facilite a emissão de tokens e a captação de recursos pelas empresas do segmento.
No dia do anúncio, o bitcoin estava cotado a US$ 64,72 mil. Desde então, a criptomoeda acumulou valorização próxima de 25% e voltou ao patamar acima dos US$ 80 mil.
A última vez que o ativo havia alcançado esse nível tinha sido em 15 de maio, quando chegou a US$ 81,64 mil.
Dólar mais fraco também favorece criptomoeda
Outro fator que contribuiu para a valorização foi uma medida anunciada pelo governo dos Estados Unidos na quarta-feira. O país passou a dobrar o volume de recompras de títulos de longo prazo do Tesouro, depois de uma forte onda de vendas que havia elevado os custos de financiamento para os maiores níveis registrados em vários anos.
A decisão contribuiu para enfraquecer o dólar e aumentou o interesse dos investidores por ativos alternativos, entre eles o bitcoin.
Para Michael Metcalfe, chefe de estratégia macroeconômica global da State Street Global Markets, o movimento ocorre em um cenário de preocupação com a situação fiscal norte-americana, acompanhado pela combinação entre dólar mais fraco e rendimentos elevados dos títulos.
A trajetória recente do bitcoin, portanto, reúne fatores ligados tanto à expectativa de mudanças regulatórias nos Estados Unidos quanto ao ambiente macroeconômico do país.