Cláudio Carsughi, mestre do jornalismo esportivo e automobilístico, morre aos 93 anos
Aline Drumond - Estágio DM
Publicado em 10 de setembro de 2026 às 11:24 | Atualizado há 1 hora
Cláudio Carsughi foi um dos grandes nomes do jornalismo esportivo e automobilístico brasileiro | Foto: Reprodução
Cláudio Carsughi, um dos nomes mais conhecidos do jornalismo esportivo e automobilístico no Brasil, morreu aos 93 anos nesta quinta-feira (10), em São Paulo. Italiano de Arezzo, o jornalista construiu uma carreira de décadas no rádio, na televisão e na imprensa especializada, tornando-se conhecido pela atuação na cobertura de futebol, Fórmula 1 e pela análise de automóveis.
Carsughi estava internado no Hospital Nova Vila Star, na capital paulista, para tratar uma infecção respiratória. O quadro se agravou durante os 27 dias de internação e evoluiu para falência múltipla de órgãos.
A filha do jornalista, Cláudia Carsughi, confirmou a morte em um vídeo publicado nas redes sociais e contou que o pai enfrentou a internação por 27 dias antes de morrer. Segundo ela, Cláudio “lutou heroicamente” durante o período e partiu em paz. Cláudia também pediu orações pelo jornalista e força para a família neste momento.
Uma vida ligada ao jornalismo
Antes mesmo de iniciar a carreira profissional, Carsughi já escrevia sobre esporte. Aos 13 anos, produziu textos para jornais italianos a respeito da expectativa em torno da Copa do Mundo de 1950, disputada no Brasil.
Nascido em 1932, ele deixou a Itália e chegou ao Rio de Janeiro em 1946, no período posterior ao fim da Segunda Guerra Mundial. Anos depois, mudou-se para São Paulo, cidade onde estabeleceu sua trajetória profissional.
Apesar de ter se formado em engenharia civil, seguiu o caminho do jornalismo. Em 1957, passou a integrar a Rádio Panamericana, que posteriormente ficou conhecida como Jovem Pan. A relação com a emissora aconteceu em dois períodos: o primeiro terminou em 1960, enquanto o segundo começou posteriormente e permaneceu até 2015.
Ao longo das décadas, Carsughi se dedicou a diferentes áreas da comunicação. No rádio, além da Jovem Pan, trabalhou nas emissoras Cultura, de Poços de Caldas, Bandeirantes e Record, de São Paulo, e Nacional, do Rio de Janeiro. Também teve passagens pela televisão, com trabalhos na ESPN Brasil, SporTV e TV Brasil.
Automóveis também fizeram parte da carreira
A atuação de Carsughi não ficou restrita ao esporte. O jornalista também transformou o interesse por automóveis em uma das marcas de sua carreira. Ele realizou testes e avaliações de veículos para publicações como Quatro Rodas, Oficina Mecânica e Auto&Técnica.

A produção sobre carros ganhou um espaço próprio em 2012, quando criou o Site do Carsughi. Na página, continuou escrevendo sobre os assuntos que acompanharam sua trajetória profissional, incluindo automóveis, futebol, corridas e turismo.
A notícia da morte também provocou manifestações de profissionais da comunicação. A apresentadora Marília Ruiz lamentou a perda e afirmou que o futebol, o rádio, o jornalismo e, principalmente, a elegância estavam de luto com a morte do jornalista.
Carsughi era viúvo de Hilda Carsughi. Ele deixa os filhos Cláudia e Odoardo, quatro netas e um bisneto.