Adib propõe medida digital e incentivo ao emprego para mulheres vítimas de violência
Redação Online
Publicado em 13 de setembro de 2026 às 11:36 | Atualizado há 45 minutos
O candidato a deputado estadual Adib Elias (MDB) quer defender na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) a possibilidade de solicitação digital de medidas protetivas e a criação de uma política estadual de incentivo à contratação de mulheres que sofreram violência doméstica. O objetivo do ex-prefeito de Catalão é ampliar as políticas de proteção com medidas voltadas tanto para o enfrentamento imediato da violência quanto para a reconstrução da vida das vítimas.
Levantamento do DataSenado aponta que 3,7 milhões de mulheres sofreram violência dentro de casa no Brasil no último ano. Para Adib, a dimensão do problema exige políticas públicas que considerem também os obstáculos enfrentados pelas vítimas quando decidem denunciar o agressor ou romper a relação.
“Às vezes perguntamos por que uma mulher não simplesmente vai embora, mas esquecemos de perguntar para onde ela vai, como vai sustentar os filhos e de onde virá a renda para começar novamente. Sair da violência é uma parte do caminho. Essa mulher precisa também ter condições para não precisar voltar”, afirma. O ex-prefeito de Catalão acredita que o acesso à renda e ao mercado de trabalho é fundamental para reduzir a dependência que, muitas vezes, dificulta o rompimento definitivo com a violência.
Por isso, afirma que, se eleito no dia 4 de outubro, trabalhará pela criação de uma política estadual que amplie as oportunidades de trabalho e favoreça a conquista de autonomia financeira das vítimas. A segunda frente proposta por Adib trata da implantação do pedido digital de medidas protetivas, permitindo que a mulher solicite proteção pelo celular, de maneira mais acessível e ágil.
A medida protetiva é um dos principais instrumentos previstos para interromper situações de violência e preservar a integridade da vítima. Na avaliação de Adib, facilitar o acesso ao pedido pode reduzir barreiras justamente em um momento no qual rapidez e segurança são determinantes.
“Uma mulher ameaçada não pode encontrar mais dificuldade justamente quando toma a decisão de pedir ajuda. Quero trabalhar para que essa proteção possa ser solicitada também pelo celular, com facilidade e agilidade. Quanto mais simples for o acesso, mais rápido o Estado poderá chegar a quem precisa”, explica. De acordo com o candidato, as duas propostas devem integrar uma agenda mais ampla de proteção às mulheres em um eventual mandato na Alego.
“Proteger nossas mulheres não é apenas agir depois que a violência aconteceu. É garantir a quem recorrer, facilitar o acesso à proteção e criar condições para que essa mulher possa reconstruir a vida com dignidade e independência. Quero trabalhar na Assembleia para que Goiás avance nessas políticas”, conclui.