Opinião Pública

O que fez Daniel disparar na reta final: emedebista deve vencer no primeiro turno

Redação Online

Publicado em 3 de outubro de 2026 às 22:19 | Atualizado há 44 minutos

Welliton Carlos

Vários fatores fizeram o governador e candidato à reeleição Daniel Vilela (MDB) disparar na reta final, conforme pesquisa Quaest divulgada na noite de sábado, 3, pela TV Anhanguera (Veja a notícia da pesquisa aqui).

Ao chegar nas urnas neste domingo, o eleitor goiano passou por várias lâminas políticas que tornaram o candidato da base supercompetitivo: força da candidatura do governo [ lei da inércia, além da estratégia de comunicação sem erros], gestão extremamente bem avaliada [ sucesso absoluto herdado por Daniel e continuado por ele, que soube ocupar espaços de forma gradual], aval de Ronaldo Caiado ( um dos homens públicos de maior prestígio na atualidade), desempenho de alto nível de Daniel Vilela nos debates e sabatinas [ não teve um erro, um deslize sequer, venceu os confrontos], pautas de políticas públicas conduzidas com eficiência e boa comunicação destas ações, uma campanha de rua real e orgânica [servidores públicos realmente engajados e candidatos que pedem voto sem vergonha] e três fatos que deram um sprint na campanha:

1) a equipe da base (prefeitos, servidores, militantes, candidatos) se dividiu e ocupou o território por inteiro. 2) Ronaldo Caiado liderou a reta final com engajamento fora do comum. 3) enquanto os demais candidatos estafaram, Daniel acelerou e botou a campanha em turbo. Parou há poucas horas, após carreata com 2,5 mil pessoas em Jataí.
Por isso, Daniel chega à véspera da eleição com 57% dos votos válidos e uma vantagem que o coloca numericamente em posição de vencer no primeiro turno. O dado mais relevante do levantamento, porém, está no movimento da reta final: Daniel saiu de 42% para 47% das intenções de voto desde 24 de setembro, enquanto Marconi Perillo (PSDB) recuou de 19% para 15%. Wilder Morais (PL) avançou de 15% para 17%.
A arrancada ocorre justamente nos últimos dez dias da campanha, período em que Daniel intensificou a presença física nos municípios e adotou uma estratégia de contato direto com o eleitorado.


Enquanto os adversários concentraram parte significativa da campanha em agendas institucionais e comunicação eleitoral, o governador passou a ocupar as ruas, participar de caminhadas, carreatas e encontros e pedir votos diretamente. Quem acompanhou o político na manhã de sábado percebeu a energia do fim de campanha. A participação decisiva de Ronaldo Caiado (PSD), que concentrou os últimos dias da campanha no apoio à candidatura de Daniel, imobilizou qualquer discurso de início de campanha da oposição, de que ele abandonaria o emedebista. Registre-se: Caiado fez a campanha presidencial no país. Mas esteve em Goiás nos eventos simbólicos – como nos últimos dias.


Caiado ajudou a transferir para Daniel parte da força política construída pelo ex-governador, que encerrou o mandato com elevados índices de aprovação e tornou a continuidade administrativa um dos principais argumentos da campanha.


A pesquisa da Quaest mostra ainda que a vantagem não se limita ao voto estimulado. No levantamento espontâneo, quando os nomes dos candidatos não são apresentados, Daniel aparece com 32%, contra 6% de Wilder, 6% de Marconi e 2% de Luis Cesar Bueno (PT). Além disso, 84% dos eleitores dizem ter uma decisão definitiva para governador, enquanto apenas 16% admitem mudar de escolha. O quadro reduz o espaço para alterações expressivas no resultado nas últimas horas antes da votação.

Continuidade
A estratégia de Daniel também foi associada à defesa de uma agenda de continuidade com novas prioridades. A campanha procurou apresentar uma gestão mais voltada à tecnologia, à segurança pública e ao uso de inteligência artificial, áreas utilizadas para projetar uma segunda etapa administrativa menos concentrada apenas na expansão de serviços e obras. A aposta é combinar o histórico de resultados do governo Caiado com uma agenda de modernização do Estado, tendo tecnologia e IA como instrumentos de gestão e segurança como uma das principais vitrines da administração.

Segundo turno
Nos cenários de segundo turno testados pela Quaest, Daniel também aparece em vantagem ampla. Contra Wilder, teria 62% das intenções, ante 17% do senador; diante de Marconi, registraria 61%, contra 21% do tucano. A pesquisa ouviu 2.004 eleitores em entrevistas domiciliares realizadas nos dias 2 e 3 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob o protocolo GO-00674/2026.

Welliton Carlos é jornalista, advogado, editor do DM e doutor pela UFG

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