Pirão de galinha caipira de Guarani de Goiás é reconhecido como patrimônio cultural goiano
Léo Carvalho
Publicado em 5 de novembro de 2026 às 17:14 | Atualizado há 3 horas
Pirão de galinha caipira de Guarani de Goiás recebe reconhecimento como patrimônio cultural, gastronômico e imaterial goiano | Foto: Divulgação
O pirão de galinha caipira produzido em Guarani de Goiás, no Nordeste goiano, foi reconhecido como Patrimônio Cultural, Gastronômico e Imaterial do Estado de Goiás. A Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) aprovou, em caráter definitivo, o projeto de lei nº 23151/25, de autoria do deputado Coronel Adailton (Solidariedade). A proposta recebeu 21 votos favoráveis na sessão ordinária desta quarta-feira (7).
A iniciativa atende a uma solicitação da comunidade local, apresentada por meio da Secretaria de Turismo de Guarani de Goiás. Na época, a pasta era comandada por Wellington Moreira, conhecido como Toquinho, atualmente diretor de comunicação da Agência de Desenvolvimento.
A articulação também está relacionada a uma estratégia mais ampla de fortalecimento do turismo rural e gastronômico, com a criação da Rota da Galinha Caipira. A iniciativa pretende envolver pequenas propriedades rurais, valorizar os produtores locais e preservar os modos tradicionais de criação e preparo do prato. A proposta busca transformar a tradição culinária em uma experiência turística e cultural, com oportunidades de geração de renda para as famílias do município.
Para Toquinho Moreira, a conquista demonstra que o turismo também se constrói a partir da identidade das comunidades. Segundo ele, a gastronomia, os costumes e os conhecimentos tradicionais são patrimônios capazes de movimentar a economia, atrair visitantes e projetar os municípios.
“A valorização das nossas tradições é uma ferramenta concreta de desenvolvimento regional. O turismo gastronômico resgata a memória do nosso povo e gera renda para quem está na ponta”, destaca Toquinho.
O reconhecimento busca fortalecer a divulgação de Guarani de Goiás e dos municípios vizinhos, além de beneficiar produtores, comerciantes e outros profissionais envolvidos na cadeia produtiva da gastronomia típica.
