Cinco taças, mas muito a evoluir para bater de frente com outras seleções
Redação DM
Publicado em 17 de novembro de 2022 às 17:01 | Atualizado há 4 anos
A Copa do Mundo de 2022 começa no domingo, 20, mas a Seleção Brasileira só estreia dentro de uma semana, ou seja, na próxima quinta-feira, 24, às 16h contra a Sérvia. Falar que o Brasil é favorito para conquistar o mundial é chover no molhado, afinal como a única seleção a conquistar por cinco ocasiões (1958, 1962, 1970, 1994 e 2002), a principal competição do mundo não chegaria como favorita ao torneio?
Se formos fazermos uma análise apenas das seleções sul-americanas que irão estar presente no Mundial, Brasil e Argentina, sempre vão aparecer como as principais forças. O Uruguai vem logo na sequência e nem poderia ficar de fora, uma vez que conquistou o mundial por duas ocasiões, inclusive em uma final contra o Brasil em 1950, que ficou conhecida mundialmente como Maracanazzo.
Mas se formos fazermos a análise apenas do futebol sul-americano, os comandados de Tite levam ampla vantagem, afinal foi o que se viu durante as Eliminatórias para a Copa, que parecia não haver adversário a altura para a seleção brasileira em nosso continente, e não atoa a classificação veio de forma antecipada e com recorde de pontos.
Mas agora em um universo em que deixamos de lado o futebol sul-americano, precisamos de algo mais abrangente. O que se viu nos últimos quatros anos, foram seleções se destacando, com grandes nomes que surgiram para trazer por assim dizer um novo ar para as suas respectivas seleções.
Não que isso não tenha ocorrido com o Brasil, mas, o trabalho feito por exemplo pela base de outras seleções é muito além do que feito pela nossa própria seleção. Se formos observar por exemplo a atual campeã mundial, França, tem uma base que vem da Copa do Mundo da Rússia de 2018, o mesmo vale para seleções como Bélgica, Croácia entre outras, e claro com muitas renovações.
Acredito que o que talvez venha a pegar nesse sentido, é mais uma vez, o fato do Brasil se reunir apenas 15 dias antes do mundial, para então o time vir a ganhar corpo. Outro detalhe que observo é a questão da intensidade do futebol mundial, é bem maior quando se acompanha por exemplo o futebol europeu, mesmo com muitos jogadores brasileiros atuando nas ligas europeias.
O Brasil não pode se valer apenas da questão de ter cinco taças para ser favorito em uma competição. Mesmo, que o ranking da FIFA, mostre a nossa seleção como a primeira colocada, é preciso fazer isso dentro de campo, e buscar nesta edição o Hexa, quebrar a imagem de campanhas falhas como em 2006 na Alemanha, 2010 na África do Sul, 2014 no Brasil e tentar “esquecer” os 7 a 1 na semifinal contra a Alemanha e 2018 quando fomos eliminados nas oitavas pela Bélgica.
Então o Brasil precisa de certa forma seguir a evolução que o futebol Europeu e de outras seleções tiveram ao longo dos anos, para de fato ser favorito dentro de campo, sem as conquistas e sem o nome que conquistou por ser a única seleção PentaCampeã.