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MPT pede afastamento de Sérgio Camargo acusado de assédio moral, discriminação e perseguição ideológica

Os relatos que embasam a ação do MPT partem de 16 servidores e ex-funcionários que contam ter sofrido ataques constantes do chefe

diario da manha
Presidente da Fundação Palmares, Sérgio Camargo Foto: Reprodução

O Ministério Público do Trabalho (MPT), pediu o afastamento do presidente da Fundação Palmares, Sérgio Camargo, em uma ação que investiga denúncias de assédio moral, perseguição ideológica e discriminação aos servidores da pasta.

Os relatos que embasam a ação do MPT partem de 16 servidores e ex-funcionários que contam ter sofrido ataques constantes do chefe que desde que assumiu o cargo adotou uma postura de crítica ao Movimento Negro brasileiro, chegou, inclusive, a afirmar que “a escravidão foi terrível, mas benéfica para os descendentes”.

Nos depoimentos obtidos pelo Fantástico, servidores do órgão dizem que Sérgio associa pessoas de “cabelos altos” a malandros. Os funcionários afirmam ter pedido demissão por causa de um clima de terror psicológico criado na instituição sob o comando do atual presidente do órgão, que perseguiria o que ele define por “esquerdistas”.

O presidente da Fundação se manifestou nas redes sociais sobre temas relacionados à denúncia. No Twitter, ele escreveu que “ter orgulho do cabelo é ridículo para o negro” e que o negro orgulhoso de seu cabelo é um “fracassado a serviço do vitimismo”.

Disse ainda, “a matéria do Fantástico é 100% mentirosa e canalha, mas, ironicamente, me fortalece muito. Obrigado, imbecis!”.

Sérgio ainda completou com uma ofensa à jornalista Maju Coutinho: “Não sou um preto de coleira. Não sou como a Maju…”. A publicação foi apagada alguns minutos depois.

O MPT pediu o afastamento dele do cargo, além do pagamento de uma indenização de 200 mil reais por danos morais.

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