Assento refletido: “A messe é o resultado do germe semeado”
Redação DM
Publicado em 26 de agosto de 2015 às 21:58 | Atualizado há 11 anosQuando meditamos os fatos sucedidos, protagonizados por líderes e instituições que gerações idealizaram para a transformação de uma nação inteira, a surpresa e a decepção, na constatação de líderes de barro, é de uma intensa angústia que lacera e nocauteia.
É certo que o sonho de um novo jeito de governar calou fundo até mesmo em quem não cria e desconfiava do “nunca na história desse País”.
O aceno, agora claro, era só aceno. É preciso revelar o olvidar, desvesti-lo por inteiro para apontar os equívocos que foram a-r-d-i-l-o-s-a-m-e-n-t-e apresentados como a “esperança que venceu o medo”. Sim! A fraude foi plantada e implantada por quase duas décadas no seio de um povo que ousou um dia sonhar que o trabalhador chegara ao poder.
O engano e o engodo pode, facilmente, ser recapitulados:
1985 – O partido que hoje comanda o governo federal foi contra a eleição de Tancredo Neves e expulsou os deputados que votaram nele; 1988 – O partido do governo central atual votou contra a nova Constituição; 1989 – O partido que hoje dirige a nação acastelou um Brasil caloteiro ao defender o não pagamento da dívida do País;
1993 – Para o bem do Brasil, o presidente Itamar Franco convidou todos os partidos para um governo de coalizão. O partido que agora pilota o país foi contra e não participou; 1994 – O partido que atualmente se encontra no olho do furacão votou contra o Plano Real e disse que a medida era eleitoreira; 1996 – O partido que hoje governa o país votou contra a reeleição. Depois mudou de opinião; 1998 – O partido que hoje está à frente do governo federal votou contra a privatização da telefonia. Hoje tem filho de ex-presidente sócio de empresa de telefonia; 1999 – O partido que era contra tudo e contra todos votou contra a adoção do câmbio flutuante e das metas de inflação. Hoje o defende e o pratica;
2000 – O partido que atualmente comanda o governo central lutou ferozmente contra a criação da Lei de Responsabilidade Fiscal. A lei que obriga os governantes a gastarem apenas o que arrecadarem. Hoje a razão é conhecida: pedalada fiscal; 2001 – O partido do “nunca na história desse País” votou contra a criação dos programas sociais no governo FHC: Bolsa Escola, Vale Alimentação, Vale Gás, Peti e outros, classificando-os de esmolas eleitoreiras e insuficientes. No poder assumiu a paternidade, mudou a nomenclatura para se intitular criador, e usa como dividendo político. … 20… – A ação penal 470 refere-se ao “mensalão petista”, aquele em que o PT apodreceu políticos de outros partidos: PP, PMDB, PTB, PL … 20… – Explode a mais séria denúncia de estelionato eleitoral envolvendo o PT, aliados e empresários com profundo desgaste econômico e financeiro a um dos maiores patrimônio do Brasil e dos brasileiros (Petrobras)… 2015 – Esquema para recebimento de propina ou de recursos de origem ilegal destinados ao PT é noticiado e consta de situação mais complexa no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pois existem já irregularidades constatadas, como gráficas fantasmas e outras firmas que teriam ajudado na campanha eleitoral sem condições de provar os gastos que tiveram…
O sonho sonhado pelo trabalhador é hoje um pesadelo que nem mesmo o maior e mais capacitado comediante do planeta terra é capaz de encenar “a vitimização de pobres injustiçados, como alvo das calúnias dos golpistas da oposição”, por sinal o caminho equivocado que o PT e seus dirigentes escolheram. Povo que estima doutrina iria empenhar investigações e lutar para limpar do partido os criminosos, mas, o fole sopra vento na fornalha e, assento refletido: “A messe é o resultado do germe semeado.” Seguramente!
(Miron Parreira Veloso, jornalista, radialista, escritor, bel. C. Contábeis – G. Público, livro pub. Gestão Pública – Prática e Teoria (UEG))