Brasil

De olho na disputa de presidência, Dória tenta politizar vacina

Redação DM

Publicado em 8 de dezembro de 2020 às 20:36 | Atualizado há 6 anos

A tentativa do governador de São Paulo João Dória (PSDB) politizar o uso da vacina contra a covid-19 tornou-se tema de debate nas redes sociais e reuniões de profissionais de saúde.

Adversários lembram que ele tenta se destacar para poder disputar as eleições presidenciais em 2022.

O governador Ronaldo Caiado (DEM) questionou o gestor paulista, que anunciou que “irá” vacinar os paulistanos e qualquer brasileiro que pedir vacina em solo de São Paulo e disse que o Brasil não pode entrar em uma “corrida maluca”.

Doria tem realizado afirmações rechaçadas por profissionais de saúde, cientistas e técnicos, que aguardam a avaliação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para pedidos formais de uso de vacinas.

Na reunião virtual realizada nesta terça-feira, 8, com o ministro da Saúde, João Doria tentou novamente enquadrar as ações do ministério:

Doria tem dito que está disposto a comprar a CoronaVac, vacina produzida pelo laboratório chinês Sinovac, em parceria com o Instituto Butantan e marcou até data para início da vacinação.

Como acredita na eficácia da vacina chinesa, ele cobra mais celeridade do Governo Federal para acelerar a vacinação.

Ministro Eduardo Pazuello respondeu às reclamações: “Tentar acelerar é justo, mas não podemos abrir mão de segurança e eficácia. Nós é que seremos responsabilizados por nossos atos”.

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